Textos do Hugo

Quando me sinto algoz e vitima ao mesmo tempo…

Hoje sou algoz, amanhã sou vítima e vice-versa. Trocamos de papéis todos os dias, de acordo com a situação. Procuro não pensar muito em quantas pessoas já machuquei, pois creio que na maioria das vezes eu não pretendia ferir, e não sou bom pra lidar com a culpa… Também tento lutar contra essa velha tendência humana de se achar vítima de tudo e de todos… O papel de eterno incompreendido é muito patético quando usado em excesso. E nesse jogo da vida, onde brincamos de ferir e ser ferido, saímos todos perdedores porque no fim de tudo, o algoz sofrerá com o fardo da culpa e a vítima amargará no peito a dor do rancor. O que me leva a escrever sobre isso?! Não sei… Talvez porque a superficialidade me preocupe muito. Outro dia percebi que, de modo inconsciente, ‘amamos’ as pessoas de acordo com a serventia que elas tem na nossa vida. Gosto de fulano pois ele me faz rir, ou porque ele me ajuda muito, ou pelo carinho que me faz, etc… Mas raramente gostamos das pessoas pelo que elas são em sua essência… Uma essência que apesar de bela, esconde porões, fraquezas e erros, assim como a nossa. No entanto, quando se trata de erro dos outros, somos bastante intolerantes. Tão intolerantes que chegamos ao ponto de descartá-los, como se fossem copos plásticos usados… Quantas pessoas você já descartou da sua vida por pura incompreensão?! Quantas vezes você já se sentiu descartado?! E quando é que vamos aprender a amar sem qualquer tipo de interesse particular?!

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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