Textos do Hugo

Quando fecho ciclos

É bem verdade que não conseguimos esquecer de tudo o que nos aconteceu. Um mundo de lembranças povoa a nossa mente, reavivando sensações e despertando sentimentos. É impossível esquecer tudo o que passou. Saudade é um dos sentimentos mais difíceis de se lidar. Cada alegria e cada dor, cada lágrima e cada sorriso estarão para sempre gravados na nossa memória… Mas você já reparou que muitas vezes gastamos tempo demais remexendo nessas lembranças que em nada vão contribuir para a nossa caminhada da vida?! Algemados ao passado, esquecemos de tudo o que está nos acontecendo agora. Não é a primeira vez que falo disso, e talvez isso se deva ao fato de que tenho aprendido muito com o seguinte pensamento: Viva o agora. Aceite o agora. Cuide do agora. Cheguei a escrever sobre preocupações exageradas com o futuro, e agora escrevo sobre dificuldades em fechar ciclos, dar adeus aquilo tudo que já passou, seja bom ou ruim, e que não faz mais sentido na vida. Algumas pessoas nunca mais retornarão ao nosso convívio. Certas situações nunca mais voltarão a se repetir. Mágoas e revoltas só fazem envenenar o coração. A vida é feita de ciclos que constantemente se abrem e se fecham… Fases boas e tempos não tão bons assim, mas sempre repletos de aprendizado. É preciso compreender que a grande alegria em existir está em vivenciar cada dia com a maior intensidade possível. Aprender tudo e mais um pouco. Agir, pensar, realizar… Amar… E acima de tudo valorizar tudo o que vier ao seu encontro. O hoje é tudo o que você tem para ser feliz, não o desperdice.

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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