Textos do Hugo

Sobre aceitar a si mesmo

É bem verdade que carregamos no ser uma porção de traços dos quais não nos orgulhamos… Características que não nos agradam nenhum pouco. São as chamadas imperfeições. Defeitos. Ah os tais defeitos que não aceitamos de jeito nenhum. Se eu pudesse, sumiria com todos eles num passe de mágica, para sempre… E ficaria apenas com minhas qualidades, meus dons, minhas perfeições. É muito comum que, ao fazer uma análise de sua própria personalidade, você identifique incontáveis ajustes a serem feitos. Vaidade, egoísmo, cobiça, ódio e rancor, todos eles passeiam por nossas emoções, confundem a mente e nos conduzem a atitudes que jamais cometeríamos em sã consciência. Ok, todos nós temos defeitos. Isso é fato. Isso é real. Isso é inevitável. A primeira pergunta que você deve se fazer ao identificá-los é: Eles te incomodam? Você sente que eles te fazem mal? Você percebe o quanto eles te envenenam e te encarceram?!

Se a resposta for sim, o primeiro passo para libertar-se e começar a trilhar um caminho de transformação, é a “aceitação”. Aceite-se. Não tenha vergonha de ser quem você é… Procure encontrar nos recônditos do teu ser as qualidades também. Apesar de tantos defeitos, você também é capaz de amar, de perdoar, de ser generoso… Enfim, existir é isso, ter dois lados. Somos todos sombra e luz. E transformar-se é acender a própria luz, sem condenar a sombra, mas aceitá-la, entendê-la em suas origens, libertá-la… Você é o resultado de sua história, de seu meio, da convivência com os que estão ao seu redor, de seus atos e da cultura em que está inserido. Então não se culpe em demasia. Não se condene tanto. Não seja algoz de si mesmo. E não pense que você é o único a ter defeitos. Todos temos. Todos, sem exceção!

Costumo dizer que o amor-próprio deveria ser igual o amor de mãe. Você já percebeu que as mães amam seus filhos e nunca desistem deles apesar de todos os erros que eles possam ter cometido?! É um amor incondicional… Inabalável… As mães enxergam todas as imperfeições dos filhos, mostram o erro e apontam caminhos de ajuste, sem deixar de compreender, perdoar e lutar por eles. Então o meu pedido é que você ame a você mesmo como uma mãe te amaria… Perdoe-se, compreenda-se, trace novos caminhos, promova ajustes necessários e não desista de você, jamais!

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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