Textos do Hugo

Diga: NÃO!

Não. Simplesmente, não. Uma palavra tão complicada de ser dita ou sentida, porque expressa toda a essência da negação e da recusa. O “não” é um cadeado fechado e enferrujado. O “não” está condenado a nos remeter ao peso, ao sacrifício e à tristeza. Tanto é que quando alguém está excessivamente triste, ou mal humorado, ou em qualquer outro estado que expresse desequilíbrio, costumamos dizer: “Nossa, como aquela pessoa está negativa!”. Coitado do “não”… Às vezes tenho pena dele…

Mas hoje não estou aqui para discorrer a respeito do “peso” do “não”. Quero enxergá-lo sob um outro prisma e vou tentar fazer com que você também mude um pouco a sua visão sobre ele…

Eu fico aqui pensando que a palavra ‘não’ pode ser bastante libertadora se for usada com sabedoria e respeito. Quantos ‘nãos’ você já quis dizer, mas desistiu por puro medo, conveniência ou até mesmo por uma culpa irreal que lhe impuseram? Eu te peço o seguinte: Se tiver que dizer ‘não’, diga! Sem rodeios e sem titubear. Não mutile seus sentimentos e nem aniquile sua personalidade só para satisfazer a vontade alheia… É claro que faz bem pra alma o ato de proporcionar felicidade a alguém, mas isso deve ser feito com o coração, tem que multiplicar amor dentro do peito… Jamais poderá ser fruto de uma pressão, de uma obrigação ou de uma culpa que não existe. Saber como e quando dizer ‘não’, significa respeitar os próprios limites, significa ter consciência do seu próprio valor.

Ou seja, o ‘não’ pode ser uma chave, e não um cadeado.

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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