Não me procure mais

Eu só queria deixar claro que não deixei de acreditar nas promessas de um coração apaixonado, mas resolvi passar um cadeado aqui dentro do peito. E não, isso não é definitivo… É apenas um tempo pra mim mesmo, o tempo necessário para qualquer um que tenha se cansado de tropeçar em amores desencontrados.

Então não adianta me procurar…

É isso mesmo, não adianta, porque a chama que brilhava aqui por você se apagou de vez, sem chances de reacender. E quer saber?! Estou feliz pra caralho por isso, pois enfim sinto-me livre… Nunca eu me senti tão próximo de mim como agora. Sua passagem pela minha vida foi como névoa escura, capaz de me cegar ao ponto de não enxergar nem mesmo a minha própria essência.

Esse cadeado que acabo de passar não me isola do mundo nem me exila de novas histórias. Não é manifestação de frigidez ressentida, não… Ele simplesmente me afasta das cretinas ilusões que você me proporcionaria.

Então não tente me ligar… Muito menos mandar mensagem…

À você está reservado o meu silêncio indiferente… O meu mais profundo desprezo e a minha brilhante alegria de viver uma vida longe da sua presença. E não se trata daquele tipo de alegria exibicionista, onde a pessoa sofre feito uma condenada mas finge felicidade só para afrontar quem lhe magoou… É uma alegria sem esforço, quieta e discreta, só minha, perfeita e desapegada… É a alegria de amar ser o que sou sem você.

Hugo Ribas

Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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