Boa sorte

Boa sorte

Pois é, não tenho como negar. Eu sinto falta do tempo em que a gente achava que o riso seria eterno, que o disparar do coração jamais cessaria e que só a felicidade estaria reservada para nós. Junto contigo eu me sentia o dono do mundo… Era como se nada pudesse destruir o que a gente sentia um pelo outro… Tenho saudade daquele furor, da ânsia por te encontrar e enfim provar da plenitude de um beijo seu.

Nosso encontro foi muito mais do que uma promessa. Foi um sonho. Foi a certeza de que o destino estava a nosso favor…

Mas algo se quebrou.

Digo isso porque embora você esteja junto de mim, ao alcance de um beijo meu, sinto que nosso elo se rompeu. Não sei bem como, nem o porquê. Sei apenas que tudo aquilo que nos preenchia foi se dissipando. Esvaiu-se no passar do tempo, sem no entanto afastar-nos um do outro.

Isso é o mais estranho…

Ainda estamos aqui juntos, mas acabou o brilho, não existe mais riso nem sonho, só lembrança… Esfriou…

E não esfriou assim de repente, como paixão repentina que vem e vai embora sem dar maiores explicações. Esfriou sorrateiramente, sem que a gente percebesse, dia após dia. Resta apenas uma saudade doída e tímida, absolutamente conformada com a sina de recordar tempos que não voltam mais.




Fico me perguntando qual seria a razão de continuarmos juntos, já que tudo o que temos é a lembrança de um passado bom e a frieza de um futuro fracassado. Demorei muito para assumir essa verdade, mas o fato é que somos dois estranhos unidos por um sonho que não aconteceu… Um sonho que hoje já não faz mais sentido algum.

Guardo comigo uma lembrança feliz, um certo lamento por ter acabado, mas é hora de viver uma vida de verdade.

Penso que tudo na vida tem esse “quê” de finitude. Tudo é passageiro, tudo tem fim. Alguns amores se renovam, outros cessam… Definitivamente. Talvez o nosso amor não tenha sido forte o suficiente para resistir às impermanências da vida.

Talvez nem tenha sido amor.

Quero daqui por diante viver sonhos reais, aventurar-me em certezas incertas, apostar fichas em jogos imprevisíveis… Quero desaprender a me conformar com pouco. Da vida eu quero mais, muito mais… E quer saber?! Você também merece isso. No nosso jogo não há vencedor nem perdedor, culpado nem vítima.

Juntos construímos e derrubamos nosso sonho. Agora é hora de olhar pra frente, quebrar os frágeis elos que nos uniram e aproveitar cada alegria que a vida tem para oferecer.

Boa sorte… Até mais ver… A gente se esbarra por aí…


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Enfim, eu também sou colunista de outros blogs, dá um pulinho lá para conferir: Que Me Transborde / Superela /  Recalculando a Rota.

Hugo Ribas

Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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