Textos do Hugo

Se reservas a mim o papel de coadjuvante…




Vem cá, vamos falar sério agora. Escute bem o que vou te dizer para que fique bem gravado na memória e também no coração:

Você não nasceu para ser um mero coadjuvante na história da sua vida… Nem muito menos para ficar sentado num banco de reservas, aguardando a boa vontade alheia para mostrar o seu valor! Não, você não pode se conformar com o último lugar da fila, como se você fosse apenas mais um… Não… Chega disso! Chega de ser tratado como a última opção, como um estepe que serve apenas para quebrar um galho. Você é muito mais que isso. Tome posse do posto que é seu de direito… Não sabe que posto é esse??? É o de protagonista.

É bem verdade que ao longo do caminho encontramos pessoas que não estão muito preocupadas em respeitar os nossos sentimentos… Quem aqui nunca foi tratado como um copo descartável, usado e jogado fora em qualquer lixinho por aí ou até mesmo num canto escondido pra ninguém ver?!

Quem nunca?!

Eu acredito muito em energia, em atração, em plantio e colheita, ação e reação. Sabe aquele lance: As pessoas me enxergam exatamente como eu me enxergo?! Sim, eu acredito nisso… Não adianta muito chorar e se descabelar caso alguém bem cretino cruze o seu caminho e trate você como se fosse um paninho velho e esfarrapado. É sua obrigação acreditar que você merece mais, muito mais, sempre mais.

Não permita nunca que alguém maltrate você. Ninguém tem esse direito, ouviu bem? Ninguém tem o direito de te machucar, ferir, nem de te desprezar! Ninguém! Se por um acaso você notar que está aí criando raízes num mero banco de reservas, trate de se levantar e abandonar a partida… Pois eu te garanto que este jogo não vale a pena… Pra te ser bem sincero? Este jogo vale menos que merda.

Para quem te desprezou, diga apenas o seguinte: “Se reservas a mim o papel de coadjuvante, reservarei a ti o papel de espectador. Contente-se em assistir ao brilho da minha cena sem ter o privilégio de contracenar comigo.”

Seja o jogador principal, seja a peça mais importante de uma jogada. E jamais, jamais se contente com menos que isso.

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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