Por que se fechar?




Corações fechados não conseguem provar do sabor de um verdadeiro amor… Encantar-se não faz mal, entregue-se. Amanhã será tarde demais e você pode se arrepender. Nada mais dolorido do que olhar pra trás e descobrir que não houve luta nem entrega, apenas medo e afastamento.

Sentimentos blindados. Muros altos e intransponíveis entre você e eu. Espanto-me quando vejo alguém tratar com indiferença uma simples manifestação de afeto… Sou fraco, não resisto ao inverno de um coração frio. Gelo arde e corta, impossível sobreviver.

O lance do amor é igual ao lance da vida, se não há intensidade não vale a pena, torna-se qualquer coisa morna e sem sal… Insossa. E veja bem, quando falo de intensidade, não estou me referindo a grandes atos e loucuras mirabolantes, não. Estou falando de coração acelerado, sorriso sincero, cumplicidade absoluta, portas abertas, alegrias e dores compartilhadas. É dessa intensidade que a vida precisa para valer a pena.

E o amor também. Não ignore carinhos sinceros. Não fuja de sentimentos singelos. Não trate o afeto como algo banal. Viva o que o coração pede… O coração é a voz da alma, e só ele sabe o que é capaz de te fazer feliz por inteiro. Não se feche dessa maneira, é só o que eu te peço… Não se feche. Existe uma vida inteira lá fora esperando por você.

Saia do casulo onde se enfiou e descubra o universo que está dentro de cada pessoa ao seu redor… Talvez um universo qualquer esteja te convidando para viagens inimagináveis. Vai perder essa oportunidade? Mais essa?!

Hugo Ribas

Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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