Textos do Hugo

Nem sempre a culpa é dos outros

Não gosto de meias palavras, muito menos de intenções subentendidas… Prefiro cartas na mesa e coração aberto. Tudo o que é intenso me encanta, tudo o que é verdadeiro me seduz, é inevitável. Sinto cheiro de mentira no ar e detesto ter que lidar com adivinhações…

Sabe aquele tipo de conversa em que uma simples palavra pode ter muitos sentidos?! Pois é, não gosto muito. Existe aquela tese de que uma pessoa é responsável apenas pelo que diz e não pelo que o outro interpreta… Acho que essa tese até está correta, mas só até a página vinte. Tem gente que faz questão de não se fazer entender. Tem gente que curte dar milhões de sentidos a uma frase, só para deixar a dúvida no ar, ou pior: Só porque não tem personalidade o suficiente para bancar o que está dizendo.

Isso me faz pensar que muitas vezes as pessoas são responsáveis sim pela forma como o outro interpreta uma determinada frase ou atitude.

Quantas pessoas não se escondem atrás dessa desculpa por pura covardia?! A verdade é que tem muita gente que fala e acontece, mas não tem coragem de assumir a própria culpa. Quantas vezes você já ouviu aquela desculpinha esfarrapada: “Você não entendeu. Não foi isso que eu quis dizer…”

Claro, existem casos e casos, não vamos generalizar… Mas acho que tudo seria bem mais fácil se todo mundo assumisse a responsabilidade de seus erros, pedisse desculpas ou falasse mais abertamente e sem máscaras.

Eu penso assim:

-Se você gosta de ser complicado, então não reclame se ninguém te compreender;

-Se você gosta de ser chatinho, então não reclame se for tratado como chato;

-Se você gosta de deixar tudo subentendido, então não reclame se for mal interpretado.

E por aí vai… Enfim… Tudo isso só para deixar claro que nem sempre a culpa é dos outros. Vamos prestar mais atenção nas palavas que usamos e nas atitudes que tomamos. Às vezes a culpa é nossa mesmo.

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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