Textos do Hugo

Desculpa aí

Desculpa aí, mas nem sempre estou disposto a agradar as pessoas… Sei que à primeira vista isso pode parecer um tanto egoísta, só que comecei a perceber que agradar demais os desejos alheios pode ser perigoso. Não entendeu? Vou te explicar:

Quando você se torna excessivamente prestativo e atencioso, você acaba acostumando mal as pessoas que estão ao seu redor. De repente elas começam a te sugar, mas não de forma proposital… É você mesmo que deu essa brecha. Foi você quem deixou as portas abertas. Chega um momento que você deixa de ter vida própria. Chega uma hora que sua vida inteira está voltada apenas à ficar resolvendo problemas que não são seus, suportando consequências de atos que não são seus, carregando fardos mais pesados do que você aguenta carregar.

Então você se cansa porque não tem retorno. Nem sempre as pessoas estarão dispostas a te ajudar a resolver um problema ou a suportar suas dores junto contigo… Pode ter certeza. Não vejo isso como algo negativo, pois cada um deve ajudar o outro naquilo que pode, com o amor que tem disponível dentro de si para doar, sem excessos, sem ultrapassar os próprios limites.

O mais engraçado é que quando você enxerga essa realidade e resolve parar com essa mania besta de ficar tentando atender às necessidades de todo mundo, as pessoas começam a se afastar… Elas viram a cara mesmo. Acham ruim com você. Sentem-se ofendidas, até. Como se você tivesse a obrigação de corresponder todas as expectativas que elas estão acostumadas a depositar em você… E a responsabilidade não é delas. É sua que deixou toda essa gente mal acostumada.

O ideal é não se deixar abalar com esses afastamentos. Amizades e relacionamentos construídos dessa forma não são saudáveis. Amizades e amores que te descartam não passam de ilusão… Não passam de interesse… E neste caso é bom que se afastem rápido, o mais cedo possível.

Permanecerão os amigos de verdade, os amigos leais, os amores fiéis e sinceros.

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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