Revele-se para mim

Revele-se para mim: Você tem ciúmes?!

Imagem enviada pela leitora Francilene Lira.

“Revele-se para mim” são textos escritos por Lucca, um personagem/narrador que escreve e reflete sobre histórias, pensamentos e desabafos que ouviu pelas ruas…  Se você quiser que a sua história seja contada por Lucca, clique aqui.

Eu me apego fácil, confesso. Gosto de ficar com meus amigos o tempo todo, não desgrudo do meu pai e quando estou apaixonado, sou meio chiclete… Acho que é por isso que as garotas se enjoam rapidamente e me descartam sem titubear. Todo mundo aqui sabe que ando me recuperando do pé na bunda que levei não tem muito tempo. Vira e mexe ainda me pego pensando em Amanda e no quanto a gente poderia ter sido felizes juntos. Eu sou ciumento, quem não é?! Pra mim, quem gosta sente ciúme sim… Acho que falta de ciúme é falta de interesse. As pessoas criaram uma imagem negativa desse tal ciúme, como se ele fosse um traço de insegurança, um defeito, sei lá, algo que não faz bem. Provavelmente você vai me achar um louco por não ver o ciúme como um grande problema, mas permita-me uma explicação: O que não faz bem é o excesso de ciúme, a possessão, o descontrole emocional, aquela ciumeira desenfreada! Isso sim é o que faz mal. Não há no mundo criatura capaz de defender esse tipo de comportamento…. Eu jamais conseguiria viver ao lado de uma pessoa excessivamente ciumenta e controladora. Eu nunca fui o tipo possessivo, muito menos mandão. Aliás sou bem tranquilo nesse ponto, acho que amor é liberdade, não prisão.

Por isso vamos ser sinceros: Quem é que gosta de saber que tem alguém dando em cima daquela pessoa que a gente ama?! Quem é que nunca sentiu um medinho de, de repente, o/a namorado/a começar a se interessar por outra pessoa?! Ninguém gosta disso. Esse medo, esse cuidado, esse sentimento, esse ciúme fazem parte de todos nós. Somos todos humanos, oras bolas!!!! Só vamos tomar cuidado para que esse ciúme não cresça e se torne doença. Ele pode ser capaz de destruir relações… Destruir pessoas, inclusive. O ciúme pode nos condenar a relacionamentos torturantes que detonam nossas emoções. Isso não é legal… É?! Se houver excesso doentio de ciúme, pule fora. E se esse excesso vier de você, procure entender o porquê… Cure-se o quanto antes.

Ouvindo os desabafos pelas ruas, uma moça me disse o seguinte.

-Namoro há dois anos e meio. No início não foi o famoso mar de rosas, pelo contrário, ele era muito ciumento. Por muitas vezes quase colocou tudo a perder. Com o tempo as coisas mudaram, ele foi deixando de ser ciumento… Passou a confiar mais em mim, mas nossa relação ainda não era o mar de rosas que eu queria. Eu errei muito e mesmo depois de pedir desculpas, fica impossível apagar os fatos. E sabe… Acho que por isso, eu não terei pra sempre o amor da minha vida. A gente se gosta muito, acho que posso dizer que é “AMOR”… Quando estamos juntos as coisas logo melhoram, mas ainda brigamos muito. Eu gostaria que ele soubesse o quanto gosto de adormecer no peito dele, ouvindo as batidas do coração, minha canção preferida. Amo tê-lo por perto e sofro só de sonhar que um dia isso pode deixar de existir. Mesmo juntos há tanto tempo e apaixonados como somos, sinto que os nossos caminhos para o futuro não são os mesmos. Amo muito e sei que ele sente o mesmo, porque em meio a tantas brigas e problemas, a gente sempre se esforça para colocar um ponto final nos desentendimentos…… Meu grande e único amor.

Ciúme na relação é como a pimenta na comida. Na medida certa pode ser picante e saboroso… Na medida errada fica ardido demais, queima, perde a graça e estraga tudo.

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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