Textos do Hugo

Cadê o amor próprio, gente?!




Vamos falar um pouco desse tal de amor próprio?!

Senti a necessidade de falar sobre este assunto porque ultimamente tenho me deparado com diversas situações que me fizeram refletir sobre isso. Todo escritor, por natureza, é um ótimo observador… E se tem uma coisa que gosto de fazer é observar! Observar as pessoas e, claro, observar a mim mesmo.

É natural que a gente tenha os nossos momentos de baixa auto-estima, principalmente quando vivemos um relacionamento complicado, separações, perda de emprego, falta de grana e mais todas essas merdas que acontecem na vida da gente. Tenho pensado que isso acontece muito porque nós nos comparamos aos outros. Fulano é mais bonito que eu. Ciclano tem um carro melhor do que o meu. A casa do vizinho é mais legal que a minha. As pessoas me fazem de trouxa. Meu parceiro me trocou por alguém melhor do que eu… E no final das contas, concluímos que não passamos de um lixo ambulante.

O maior predador de amor próprio, sem dúvida, é o fim de um relacionamento. Seja por motivos de traição, de incompatibilidade de gênios, desgaste ou falta de amor… Quando tudo acaba, vem aquela sensação dolorida de fracasso, de impotência. Aquele pensamento inútil de: “Eu não fui bom o bastante”.

Observando tudo isso, refletindo e meditando, tentei achar um caminho para recuperação do amor próprio. Como ultrapassar essas dores e situações sem cair nessa onda de baixa auto-estima. Talvez o primeiro passo seja acolher essa dor e compreender que você vai senti-la, não adianta lutar contra, por pior que ela seja. Simplesmente permitir que ela venha e dure o tempo que tiver que durar, pois é fato que uma hora ela vai passar. E quanto menos você guerrear contra ela, mais rápido ela passará. Durante esse processo de digestão das dores e impotências, você pode refletir sobre seus atos com sabedoria, entendendo que tudo o que você faz ou fez, erros e acertos, tropeços e recomeços, são frutos da sua história, do seu conhecimento e da sua experiência, e que não tem como voltar atrás. Você fez o que podia fazer naquele momento. Se fez certo ou errado, agora não interessa mais. Tudo o que você pode fazer é aprender com o passado, entender a origem de suas emoções e simplesmente prosseguir, tentando fazer o seu melhor a partir de agora.

Amor próprio é não se comparar a ninguém, é cuidar de si mesmo com carinho, sem se achar inferior ou superior aos outros.

Compreender essa ideia da comparação é muito importante para encontrar o verdadeiro sentido da auto-estima elevada. Muitos podem confundir o amor próprio com vaidade ou egocentrismos… Pessoas cujos egos são muito inflados, que se acham superiores e que olham os outros de cima, são extremamente desinteressantes. Elas estão muito longe de entender perfeitamente o que é amar a si mesmo. Não caia nessa teia venenosa da vaidade excessiva, você pode se tornar intocável e detestável. Egos inflados não me atraem.

Lembre-se que você é único e que você tem o direito de se enganar, de mudar de opinião e de errar. Aceite que você não é melhor nem pior do que ninguém… Respeite cada sentimento, seja ele bom ou ruim. Mergulhe nessa viagem que é a sua vida. Reconcilie-se com você mesmo. Acho que o caminho para encontrar esse amor próprio começa aí… Vamos tentar?!

O que vocês acham sobre este assunto? Como vocês estão se sentindo ultimamente… Acreditam que estão se amando verdadeiramente? Deixem seus comentários e vamos bater um papo… Assim eu ajudo vocês e vocês me ajudam. Seus lindos.

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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2 thoughts on “Cadê o amor próprio, gente?!”

  1. Auto estima. Rara e preciosa pra ge te viver bem! Não é o “se achar” e sim o se ENVONTRAR! Quem olha para fora se ilude, quem olha para dentro de si, acorda. ACORDEMOS todos para um novo amanhecer que nasce na terra! Um tempo de mais smir e sabedoria! Os portais estão abertos! Bem vindos à quinta dimensão!!!

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