Textos do Hugo

Não preciso da sua migalha

Esse dia demorou muito para chegar, mas chegou… E agora, meu bem, não adianta pedir, nem implorar, porque eu definitivamente desencanei. Superei. Chorei muito, não vou negar. Insisti e me humilhei por você, fiz de tudo pra dar certo, mas você não enxergou, não valorizou e nem quis saber… E eu, trouxa, pensei que a culpa fosse minha.

Mas agora eu acordei. É, eu acordei. Descobri que antes de mais nada eu tenho que ser feliz por mim mesmo, sem essa coisa de “precisar de alguém”. Estou muito bem sozinho. Estou curtindo minha companhia, gosto de cuidar de mim… E a cada dia que passa, enxergo o quanto sou bom em tudo o que faço, o quanto me dedico aos que me amam de verdade e o quanto sou querido. Descobri que o meu amor é raro, é único, e não pode ser desperdiçado com quem não é capaz de enxergá-lo. Descobri que não sou uma pessoa qualquer. Coleciono muitas histórias intensas no fundo do peito. Amei com todas as minhas forças e também desamei num estalar de dedos. Tenho meus defeitos, não nego, mas tenho também inúmeras qualidades e acima de tudo, um amor imenso pela vida. Não sou fácil de se lidar, assumo, tenho minhas proteções, meus receios.




É difícil me tirar da defensiva, características normais de quem já foi muito machucado pelos desamores da vida. Eu diria que para me amar, a pessoa tem que ter sensibilidade… Uma sensibilidade inteligente. Isso mesmo, inteligente. Tem que ter coração sincero e aberto para enxergar os mínimos detalhes do meu amor. Não sou comum. A princípio posso parecer previsível e até meio tolo… Acontece que quando me apaixono fico assim, com cara de bobo, mas tenho consciência absoluta do meu valor e do quanto sou especial. Sei reconhecer meus erros, sei correr atrás, mas também sei muito bem puxar o freio de mão. Sei quando não vale mais a pena valorizar quem não teve sensibilidade, nem inteligência o suficiente para me amar… 

Você não foi inteligente o bastante para sentir o meu amor. Você, com todo o seu orgulho burro, só me ofereceu migalhas, desprezos e jogos desinteressantes. Você não teve capacidade para ser recíproco… E sabe porquê?! Porque, no fundo, não está preparado para o amor… Nem sabe o que é isso.

Amor é para poucos. Amor é para quem vive de verdade. Amor é para quem tem coração de ouro… E o seu coração não passa de uma reles migalha… E dessa migalha, meu caro, eu não preciso mais.


Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí – SP e mudou-se para São Paulo – SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.


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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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