Textos do Hugo

Ficar um tempo sem se apaixonar faz bem…




Quando se trata de amor, confesso que já fiz muita besteira nessa vida. Acabei me entregando para quem não merecia um segundo da minha atenção, e claro, no final quem se ferrou fui eu. E doeu muito, você nem imagina o quanto chorei. Jurei que nunca mais ia me envolver. Prometi que jamais voltaria a derramar uma lágrima sequer por alguém…

Mas sabe, depois a gente acaba percebendo que esses juramentos são extremamente frágeis, pois mais cedo ou mais tarde alguém vai esbarrar no nosso destino e vai ressuscitar essa vontade de amar e ser amado… De ser feliz. E é nessa hora que o medo de sofrer acaba falando mais alto. Nós nos privamos de sentir algo bom por uma questão de auto-proteção. A gente se fecha, se esconde, foge, some. É tão difícil compreender a si mesmo, não é?! A cabeça diz uma coisa, o coração diz outra e nenhum dos dois consegue se entender, nem entrar num consenso.

No fundo isso acontece porque a gente evita enfrentar as feridas que ficaram abertas lá no coração. Numa falsa ideia de superação, nós fugimos da realidade, fingimos que nada daquilo aconteceu e que estamos bem, muito bem. E as coisas não funcionam bem assim. Às vezes é bom encarar a dor da paixão que se acabou, entender exatamente o porquê de tanta ilusão e cuidar um pouco dessas feridas, sabe?! É tipo passar uma pomada, assoprar e verificar se está cicatrizando direitinho, dia após dia… E, de certa forma, faz muito bem pra gente curtir esse momento de cicatrização. Você se aproxima mais de você, acaba entendendo melhor como funcionam suas emoções e cria forças para se reerguer. Este é um momento só seu, um momento onde não cabe mais ninguém na sua vida, pois ficar um tempo sem se apaixonar faz bem… É tão bom você curtir a sua própria companhia e não ter que dar satisfações a ninguém. Afastar-se um pouco daqueles sentimentos tão corriqueiros como o ciúme, medo de perder a pessoa, brigas bobas e expectativas que não são atendidas.

Às vezes estamos tão feridos por dentro que quando entramos numa nova relação, trazemos toda a bagagem desgastante da relação anterior, porque a grande verdade é que nada está superado e não estamos nenhum pouco preparados para uma nova história… E aí é só decepção e sofrimento.

E se um encontro inesperado, de repente, acontecer?! Vale a pena se proteger por puro medo de dar errado?!

A intensidade do envolvimento será a resposta para essa pergunta. Honestamente, não vale a pena evitar um grande amor… Agora, se for só uma paixonite, um interesse meio desinteressado, algo sem tanta importância… Acho que é bom se proteger sim. Às vezes a gente entra numa história sem futuro, por pura carência! E sair dela será um processo bastante dolorido, eu garanto.

A história que inspirou este texto foi enviada por uma leitora que não quis se identificar. Se você quiser me me contar sua história, fazer perguntas sobre a vida, o amor ou sobre os nossos sentimentos tão contraditórios, fique à vontade para deixá-la aqui nos comentários… Se não quiser que a sua identidade seja revelada, é só clicar em CONTATO, preencher o formulário, ou então entrar na minha página do Facebook 😉

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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