Textos do Hugo

E a gente cansa de não dar certo com ninguém…




É uma sensação de solidão absoluta. É um querer se refugiar no abraço de alguém, mas nunca encontrá-lo. É como buscar uma parte de mim em partes que não me pertencem… Carrego comigo uma lista enorme de tentativas que não deram certo. Tentativas doloridas, confesso. É difícil entender o que acontece comigo. Para onde quer que eu olhe, não encontro nenhum tipo de amparo. A vida parece exigir que eu seja forte o tempo todo e… Porra… Eu queria ter o direito de fraquejar ao menos uma vez, ganhar um abraço e ouvir alguém dizer:

“Isso vai passar.”

E chega uma hora que a gente cansa de tentar, talvez seja mais fácil abrir mão dessa mania de amar intensamente. Mas é impossível, não fui feito para esfriar. Tem um coração pulsando aqui dentro, às vezes triste, às vezes apaixonado, mas nunca frio.

Quando olho para trás, enxergo a sombra da desilusão que me trouxe até aqui. Talvez porque eu tenha sido um pouco ingênuo ao pensar que todos amam na mesma medida que eu. Quando me dei conta, já estava envolvido em relações que só me causariam decepção atrás de decepção, e mesmo assim eu fui até o fim.

A ilusão é armadilha perigosa, todo cuidado é pouco.

As histórias terminam, mas uma estranha dor permanece e se repete a cada nova tentativa. São tantos os destinos que cruzaram o meu caminho, e todos eles tão parecidos. Parece até que a vida gosta de brincar comigo, trocando sempre os personagens, mas conservando o mesmo roteiro. Este livro me cansou, assumo. Compreendi que não dá para viver eternamente nesse papel de vítima da vida. Não dá para voltar atrás e apagar o que está feito… Mas posso olhar para este passado e aprender com os erros que cometi. Posso e devo aprender a me amar e cuidar de mim como se eu fosse um tesouro precioso, uma joia rara. Não importa o que os outros digam. Não posso dar ouvidos às vozes que tentam me colocar pra baixo o tempo todo …

Talvez não seja uma questão de “dar certo” ou “dar errado”, mas sim de histórias que tiveram seu início, meio e fim. Talvez seja uma questão de lidar com tudo isso com um pouco mais de leveza e não me levar tão a sério… Simplesmente deixar a vida seguir o seu curso, em paz, aproveitando um dia de cada vez e me cercando de pessoas que gostem de mim de verdade, pessoas que me fazem bem, pessoas que me fazem rir e amar…

Sem carências, nem ilusões, muito menos histórias complicadas.

A vida é generosa com quem sorri para ela.

A história que inspirou este texto foi enviada por uma leitora que não quis se identificar. Se você quiser me me contar sua história, fazer perguntas sobre a vida, o amor ou sobre os nossos sentimentos tão contraditórios, fique à vontade para deixá-la aqui nos comentários… Se não quiser que a sua identidade seja revelada, é só clicar em CONTATO, preencher o formulário, ou então entrar na minha página do Facebook 😉

 

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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