Textos do Hugo

O tempo vai te curar




Certos tipos de decepção podem causar um efeito devastador na vida de qualquer um. De todas elas, claro, o término de um relacionamento parece ser uma das mais doloridas e amargas frustrações. O amor próprio descamba ladeira abaixo e não há quem consiga segurá-lo, meu Deus, que merda!

Se você pudesse, com certeza rasgaria definitivamente a página. Só que a memória é traiçoeira, porque às vezes você está num momento de riso e de repente vem… A lembrança. Uma dor ácida corrói o peito e tranca a garganta. Você tem vontade de sumir, esquecer que o mundo existe, viajar para outro planeta e não dar notícias nunca mais!

NUNCA MAIS!

Antes de prosseguir, quero que você saiba que o meu desejo sincero é o de que esse texto sirva como um carinho neste seu coração que talvez esteja chorando por uma decepção.

Sabe, algumas pessoas entram na nossa vida e deixam marcas profundas. Apagá-las é praticamente impossível. Tudo tem o tempo certo de acontecer, permanecer e acabar. Lidar com a ausência de quem você ama é a mais dolorida das experiências, principalmente quando você começa a perceber que o seu imenso amor nunca foi recíproco.

A falta de reciprocidade e a desilusão são assassinas cruéis de amor próprio, você tem que ser muito forte para sobreviver. Então eu digo o seguinte pra você:  Não dê ouvidos a esses pensamentos que só te colocam para baixo. Essa imagem negativa a respeito de si, na verdade, é uma visão muito destorcida da realidade… Se o cara não foi capaz de te amar e te descartou, é porque ele não soube valorizar o seu amor, nem a sua entrega. Ninguém é lixo. A atitude dele não define quem você é. Sacou?! Você é bem mais do que um item a ser descartado… Você é muito mais! Essa é a realidade. Essa é a verdade. Não se coloque como um lixo, nem se sinta humilhada, como se você não tivesse importância alguma. Esse tipo de pensamento também é ilusão, sabia?! E de ilusão a gente já está cheio, não é?

Faça da queda uma oportunidade de testar suas forças para se reerguer. Faça da desilusão um aprendizado.

Amor próprio não se conquista de uma hora para a outra, não existe botão liga/desliga. É uma questão de trabalho árduo e dedicação. Mas é também uma descoberta maravilhosa. Descobrir novos desejos, conhecer novos lugares, permitir-se sorrir com as coisas mais bobas… Recomeçar é ação, é levantar da cama e se entregar às surpresas de um novo dia. E se acaso essas surpresas não acontecerem, você pode criá-las.

Já ouviu aquela frase: “A dor é inevitável. O sofrimento é opcional”?

O raciocínio é mais ou menos esse… Fugir dessa dor é impossível, mas não precisa alimentá-la, entende?! Só o tempo será capaz de carregá-la para longe, e uma coisa eu te garanto: O tempo vai te curar. Dia após dia, as lembranças ficarão para trás. Dia após dia, a ferida cicatrizará. Tenha calma, paciência consigo mesma e enxergue a verdadeira realidade: Só você pode se ajudar. Cuide-se. Só você será capaz de fazer com que as coisas melhorem dentro de você… A transformação depende de você.

 


Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí – SP e mudou-se para São Paulo – SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmat


 

The following two tabs change content below.
Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

Latest posts by Hugo Ribas (see all)

Comments

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *