Textos do Hugo

Eu me afastei, mas ainda amo você




É que eu já não sei mais lidar com a barreira que você construiu entre nós. Sei que não sou perfeito… Devo ter cometido muitos erros, mas jamais tive intenção de te machucar.

Tentei recomeçar, mas você não valorizou.

Eu quis fazer dar certo, mas você não se esforçou.

Eu superei os meus medos, e você não se importou…

Você foi pura indiferença.

E eu sei que essa sua indiferença não é desamor, mas sim uma insegurança disfarçada. Também te machucaram muito no passado… No fundo, somos dois corações feridos que nunca souberam se curar.

Depois de tantas idas e vindas, depois de tanto tentar, eu escolho me afastar. Talvez eu já tenha insistido demais… Chega uma hora que não dá mais pra ficar tentando dar certo com alguém que não consegue ser recíproco. Eu sei que o medo de me arrepender é muito grande e que a solidão pode ser assustadora, mas já é hora de fazer alguma coisa por mim, entende?

Eu preciso respeitar os meus limites. Quero me cercar de pessoas que me fazem bem.

Já ouvi dizer que quem ama não se afasta, mas acho que as coisas não funcionam bem assim. Certas relações são tão complicadas que aos poucos o amor vai se quebrando. De repente você percebe que está muito infeliz, esgotando suas forças, gastando toda a sua energia com tentativas vãs…

Afastar-se não é uma decisão muito fácil. Acredite em mim, está doendo muito.

Mas vai doer ainda mais se continuarmos juntos…

Eu preciso ser feliz.

Nós precisamos…

Nós merecemos.

E, talvez um dia, quem sabe… A gente volte a se encontrar. E tudo vai ser diferente…

A história que inspirou este texto foi enviada por uma leitora que não quis se identificar. Se você quiser me me contar sua história, fazer perguntas sobre a vida, o amor ou sobre os nossos sentimentos tão contraditórios, fique à vontade para deixá-la aqui nos comentários… Se não quiser que a sua identidade seja revelada, é só clicar em CONTATO, preencher o formulário, ou então entrar na minha página do Facebook 😉

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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