Textos do Hugo

Acabou quando eu menos esperava…




E eu fiquei aqui, sem saber muito bem para onde ir ou no que pensar, tendo que conviver com essa estranha dor que hora abranda, hora ferve, queimando qualquer coisa aqui dentro de mim… Talvez seja minha alma, ou coração, não sei explicar, mas sei que dói… E que vai demorar para passar.

Se é que vai passar.

Mesmo quando tudo parece bem, de repente a lembrança vem… E eu tento me esconder, sabe? Fingir que nada daquilo aconteceu e que não sofro de amores quebrados.

É inútil…

Fico me perguntando, como é que vou fazer para esquecer? Como é que eu sigo o caminho da vida, se quem mais me fazia feliz simplesmente decidiu partir? Assim, de uma hora para outra, eu me vejo sozinho, sendo obrigado a lutar, a sorrir e a seguir, quando na verdade, lá no fundo do peito, estou absolutamente devastado.

Acho tudo isso tão injusto =/

E ainda que eu tente me manter em pé, vivo, cheio de uma esperança patética e frágil, sinto que estou a um passo de desabar.

Dia desses eu quase me apaixonei outra vez. Entrei em pânico… Acho que desenvolvi um tipo de fobia! É… agora tenho fobia à desilusão. Não tive coragem de me entregar, preferi me isolar. E se eu me decepcionasse mais uma vez? Procurei em outros carinhos um resquício da vontade incontrolável que eu tinha de amar, mas cadê que achei?! Basta alguém se aproximar de mim, e eu logo me pego cheio de medo, relembrando as feridas abertas que nunca se fecharam.

Fizeram um estrago comigo! E não tenho a mínima ideia de como consertar isso.

Não quero ser brinquedo de ninguém… Sabe, eu estou muito cansado de levar tantas surras da vida. Não sei mais se vou conseguir confiar em alguém. Não sei se vou ter forçar para lidar com novas frustrações.

É hora de aquietar o meu coração, suportar as saudades tolas, digerir essa poesia desiludida que nunca será bela. Acho que é tempo de conviver com esses medos, enfrentá-los, compreendê-los. E talvez superá-los… Sozinho. Sem ajuda, nem consolo.

E só então, quem sabe, voltar a amar.

A história que inspirou este texto foi enviada por um leitor que não quis se identificar. Se você quiser me me contar sua história, fazer perguntas sobre a vida, o amor ou sobre os nossos sentimentos tão contraditórios, fique à vontade para deixá-la aqui nos comentários… Se não quiser que a sua identidade seja revelada, é só clicar em CONTATO, preencher o formulário, ou então entrar na minha página do Facebook 😉

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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