Textos do Hugo

Eu quase me apaixonei, mas deixei quieto…

Eu quase me apaixonei, mas deixei quieto… É sério…

Nunca vi um coração tão ruim de pontaria igual o meu… Meu Deus… Que dom é esse que eu tenho de me apaixonar por amores de mentira?! Que talento maravilhoso é esse que eu tenho de deixar passar os amores que valem a pena?!

Às vezes eu tenho a sensação de que vivi histórias que não eram minhas. Todas as vezes que eu me apaixonei por alguém, tive a impressão de que tudo aquilo não passava de um acaso, uma cagada do destino… Era como se eu tivesse esbarrado numa pessoa qualquer, por acidente, e inventado (junto com ela) um amor que jamais daria certo.

Resultado?!

Decepções. Saudades doloridas. Sonhos desmoronados. Amores inacabados.

Eu costumo chamar isso de “burrice apaixonada”. A vontade de amar é tão grande que a gente se põe a gostar da primeira criatura que cruza o nosso caminho. Elegemos o indivíduo como “a pessoa perfeita”…

Sonhamos alto…

E caímos de cabeça numa fossa repleta de desilusão. (E vamos combinar: essa fossa fede e é suja demais, não aguento mais mergulhar nisso… Pra se livrar da sujeira dá uma trabalheira só… Deus me livre)

Pra piorar a situação: Toda vez que você está praticamente recuperado e se sentindo bem, aparece alguém, sabe-se lá de onde, para detonar tudo. Você se entrega, se apaixona, volta a sonhar… E aí o que acontece no final?! Nem preciso descrever aqui, todo mundo já sabe.

É um ciclo sem fim… Amor, decepção, amor, decepção, amor, decepção.

É por isso que dia desses eu quase me apaixonei, mas preferi deixar quieto… Não é porque eu deixei de acreditar no amor, não é isso. É que eu saquei, logo de cara, que não ia dar certo. A história ia se repetir. O roteiro era o mesmo de sempre. Eu já sabia o final.

Vou confessar uma coisa: Já não estou mais afim de pagar pra ver.




Pela primeira vez na vida estou mais afim de ter paz, sabe? Ficar na minha, cuidar dos meus sonhos e viver um bom tempo sozinho… Curtindo minha companhia, descobrindo quem eu sou de verdade, decidindo o que quero para a minha vida. Descobrindo, principalmente, que tipo de amor eu quero viver… Um amor sólido, cheio de companheirismo e reciprocidade… Ou uma paixão besta, cheia de joguinhos, sofrimentos e indecisão?!

Creio que a resposta seja bastante óbvia.

Que eu consiga vivê-la… De uma vez por todas.

 


eu quase me apaixonei mas deixei quieto

Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista dos blogs Recalculando a RotaQue Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí – SP e mudou-se para São Paulo – SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.


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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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