Textos do Hugo

Eu ainda lembro de você




É…

Eu ainda lembro de você.

Juro, pensei que tinha virado a página.

Confesso, vivi algumas aventuras… Escrevi novos capítulos e li outros livros…

Mas foi inútil.

Nossa página ainda está aberta, escancarada diante dos meus olhos.

E qualquer esforço para fechá-la será em vão.

Nos dias frios, quando o vento canta saudade, é de você que eu lembro.

É inevitável.

E com a lembrança vem um certo pesar, um desejo tímido de arriscar, um medo de me ferir outra vez.

Pior… Medo de te machucar mais uma vez.

Então prefiro o silêncio. Um silêncio muito dolorido, admito. Um vazio imenso, cheio de vontade de voltar atrás e fazer diferente. Fazer por você tudo o que fiz por pessoas que só brincaram comigo… Mas fui burro.

O passado não se apaga. Cicatriz não se desfaz.

Ainda que a gente tente, nada será como antes.

Eu penso: Será que vale a pena mexer nessa ferida?! Creio que não.

Talvez seja melhor olhar essa página aberta com um certo carinho. Só isso. Nada de tentar mudar a história, trocar uma palavra ou apagar um parágrafo.

Que essa página, ainda tão aberta, fique como está.

Desisti de tentar esquecer… Se lembrar é o que me resta, então vou lembrar, vou chorar e viver essa saudade até esgotar.

E quando “essa coisa que sinto” esgotar de vez, seguirei o meu caminho. Aliás, já estou seguindo. Com um pouco de dor, meio devagar, sem tantas esperanças bobas… Como dizem: um dia de cada vez.

E que a vida me surpreenda…

A história que inspirou este texto foi enviada por uma leitora que não quis se identificar. Se você quiser me me contar sua história, fazer perguntas sobre a vida, o amor ou sobre os nossos sentimentos tão contraditórios, fique à vontade para deixá-la aqui nos comentários… Se não quiser que a sua identidade seja revelada, é só clicar em CONTATO, preencher o formulário, ou então entrar na minha página do Facebook 😉

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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