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No que você está pensando?




Perguntinha “atiçante” essa do Facebook né?!

“Atiçante”, provavelmente essa palavra não exista mas você entendeu o que eu quis dizer, acabei de inventa-la, então prossigamos;

Você entra no dito cujo Face e a primeira coisa que encontra é aquela bendita caixinha de texto se mostrando super preocupada com você e com os seus pensamentos.

Você acha uma boa ideia contar pra ela do seu dia ruim, afinal de contas você acabou de levar um fora e precisa desabafar, e não sei que bruxaria é essa mas essa caixa parece-me em certos dias, um ombro e tanto para desabafos.

E que lugar melhor do que aquele ali, tão acessível, bem na sua frente, no momento exato em que seus hormônios estão pulando pra gritar o dia de novela que você está levando.

“E se eu jogar aquela indireta pra ele, tenho certeza de que ele vai ler e as pessoas que o conhecem também vão ler e mesmo sem citar o nome todos saberão que é dele que estou falando, dele e daquela nova namoradinha. As pessoas vão me apoiar. Eu não vou sofrer sozinha.

É isso, vou escrever, já “tô” mal mesmo, nem ligo, deixa arder.

Espera, o que foi que eu fiz, nossa! Quantas opiniões maldosas sobre mim, meu Deus, como assim, eu não estou me fazendo de coitada!

Nossa! Quê?! Quem essa garota pensa que é pra falar em rede social que a errada sou eu, ela nem me conhece direito, nunca nos falamos, ela enlouqueceu! Que absurdo!

Não devia ter postado, estou ainda pior, vou excluir, mas geral já leu, oxe fu#@%. “

Não faça da rede social seu diário de vida.

A internet é um livro aberto e não possui filtro, tudo o que se joga na rede se torna de todos, a partir do momento que você expõe um problema online, precisa aceitar qualquer retorno que ele traga.

Depois de postado, perdemos o controle do que foi escrito, ou do que será entendido por quem ler, perdemos o direito sobre o que publicamos.

E acredite, não é tão possível publicar e apagar a tempo de ninguém ver.

As palavras muitas vezes não conseguem expressar as entrelinhas de um fato e isso dá brecha para muitos desentendimentos e julgamentos errados.

Você não precisa disso em um dia ruim. Você precisa de um amigo presente, cara a cara, pra te ouvir, ver suas expressões e te interpretar corretamente. Precisa de alguém pra te sentir chorar, não para ler sua dor e escolher como interpretá-la.

Sabe moça, há quem diga que se conselho fosse bom a gente não dava. Pois eu digo que é bom quando vem de coração e é de graça.

Se você está tendo um mau dia, e tem uma vida online ativa, fique longe das caixinhas de textos das redes sociais.

Não decida e também não digite nada quando estiver com raiva, magoada, machucada, ressentida. Porque os dias passam, a raiva passa, a mágoa sara, mas as palavras, essas ficam para sempre e você não vai querer dissemina-las na internet.

Use as redes sociais para espalhar coisas boas. Quando se trata de abrir a porta da alma para alguém, devemos ser sábios e escolher a dedo a quem deixar entrar.

Aprende moça, do coração só com o coração se fala, na internet não. Internet é tão vaga.


Viviane de Oliveira Teixeira, mora em Ubá, interior de Minas Gerais. 
Transfere para o papel tudo o que lhe inspira e lhe incomoda, sempre compartilhando com as pessoas, refletindo e buscando aprender cada vez mais.

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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