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Faminto

Corra para além desse instante
Os lobos estarão a lhe seguir
A alcateia está faminta
O desejo por sangue toma seus olhos

Corra mais rápido e talvez descubra
Lobos famintos correm em sua direção
Quem é você nesse momento?
O alfa ou apenas mais uma presa na noite?

Por que ainda corre tanto?
Está correndo para viver ou sobreviver?
A liberdade que lhe cerca nesse momento não dura
O cansaço lhe consome aos poucos e logo irão lhe alcançar

A alcateia corre ao seu lado
Estão todos famintos, o sangue escorre em suas bocas
Nessa corrida és a presa e o caçador
Lobos famintos te devoram a carne e alma

Não há mais porque correr?
Os lobos uivam por sua morte
Sua carcaça se ilumina com a luz da lua
Teu coração não bate, mas a corrida não terminou

Corra além do tempo
Tome toda a liberdade que a morte pertence
A alcateia está a lhe seguir, faminta
És o alfa nesse momento e a liberdade é sua presa


Alex Jezuino de Barros, 20 anos, sagitariano, nasceu em Conchal, interior de São Paulo e atualmente mora na cidade de São Paulo, onde cursa Têxtil e Moda na EACH USP; gosta de ler, músicas de todos os estilos, séries e filmes diversos.
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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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