Textos do Hugo

Eu não me fechei, apenas mudei

Eu não me fechei, apenas mudei…

É… Restou muito pouco daquela pessoa que acreditava em meias palavras e se iludia com demonstrações rasas de amor. Sonhar é bom, mas cheguei à conclusão de que prefiro mil vezes o riso da vida real, abraço de verdade, beijo sincero, olho no olho, sabe?! Chega uma hora que não dá mais para se contentar com meia dúzia de expectativas que jamais serão correspondidas. É até engraçado perceber que hoje sou indiferente à tudo aquilo que um dia encheu meus olhos de encanto. Descobri que mereço mais, muito mais.

E a partir de agora algumas coisas vão mudar, aliás, muitas coisas vão mudar. Decidi que não vou mais chorar, escolhi não sofrer mais, entendi que preciso, antes de mais nada, aprender a lidar com essa erupção de emoções que fervilham aqui dentro de mim. Sinto que estou começando a me encaixar em mim mesmo. E quer saber? Estou feliz por isso. Pensei que seria difícil, mas não.

Já não estou mais disposto a rastejar por atenção e nem tenho mais tempo a perder com relações fracassadas. Isso não quer dizer que fechei meu coração, não, pelo contrário, nunca me senti tão aberto e pronto para amar… Mas amar de verdade. Compartilhar alegrias, dividir as tristezas e ter confiança para revelar as mais secretas fraquezas. Já saquei que o amor está muito além de um simples jogo de sedução ou de sentir o coração bater forte ao som de uma música, pois já senti isso e garanto que passa. Tenho pra mim que o amor não é qualquer emoção passageira.




Viver um amor é saber que aquela pessoa será a primeira a estender a mão quando você cair e também será a primeira a te abraçar quando você vencer. É saber que se o mundo inteiro quiser te ferir, ela vai preferir suportar a dor junto contigo à simplesmente fugir. É ter a certeza de que você terá coragem o bastante para fazer o mesmo por ela. Por isso eu digo que mudei, porque menos que isso não é o suficiente para me fazer ficar.

Sei que vou ter de lidar com minhas velhas e frágeis formas de amar. Sei que vou enfrentar obstáculos pelo caminho. Sei que ainda tenho muito o que aprender, mas isso não me põe medo. Nunca fiz o tipo covarde, sempre gostei de me aventurar em novos sentimentos, mergulhar-me… Isso mesmo, mergulhar-me. Descobrir os mistérios que se escondem aqui dentro de mim. Mudar de verdade não é para qualquer um. Mudar significa deixar muitas coisas pra trás, deixar até mesmo pessoas para trás.

Então, se acaso perceber que eu me afastei, se acaso notar que eu deixei de te procurar, pode ter certeza de que você já faz parte do meu passado e de tudo aquilo que eu resolvi varrer da minha vida, de uma vez por todas. Para permanecer ao meu lado terá que mudar também. E sei que nem todo mundo é forte o bastante para isso. Venha comigo ou fique pelo caminho, a escolha é sua. Não tenho como voltar atrás. Acostume-se, eu mudei.

 


eu nao me fechei

Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista dos blogs Recalculando a Rota e Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí – SP e mudou-se para São Paulo – SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.


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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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