As 8 perguntas sobre o fim de um relacionamento
Textos do Hugo Variedades

As 8 perguntas sobre o fim de um relacionamento

As 8 perguntas sobre o fim de um relacionamento.

O fim de um relacionamento é sempre um fato difícil de se lidar. Dor, saudade, liberdade, amor, tristeza, todos os sentimentos se confundem. Grandes dúvidas atormentam a nossa cabeça… Será que terminar foi o melhor a ser feito?! Algumas respostas são tão difíceis de se encontrar… Por isso decidi refletir sobre algumas perguntas que normalmente apertam o nosso coração quando, enfim, vivemos esse tão temido rompimento… A primeira pergunta, a meu ver, é a mais recorrente e mais perigosa:

1 – A CULPA É MINHA?!

Eu prefiro trocar a palavra “culpa” por “responsabilidade”. E num relacionamento não existe um único responsável pelo seu fracasso ou sucesso… Ambos são responsáveis. Então convém refletir muito quando essa pergunta vier à cabeça, pois ela é perigosa. Temos a estranha mania de nos culparmos por tudo. Isso é um veneno! Culpar-se excessivamente é alimentar tristezas e amarguras, é aniquilar a alegria de viver.  Caia fora dessa vibe. Talvez seja o caso de olhar para trás com um pouco mais de maturidade, observar todas as nuances do relacionamento que se acabou e perceber que existiram acertos e erros de ambos os parceiros. Deixar de lado a necessidade de encontrar um GRANDE CULPADO. Perceba suas próprias parcelas de responsabilidade, sem julgamentos e recriminações, reflita, aprenda e siga em frente. Ninguém é perfeito. Todos erram. Você fez o que estava ao seu alcance naquele momento. Você deu o seu melhor, com toda certeza. Agora é continuar trilhando o seu caminho.

2 – O QUE VOU FAZER COM O TEMPO LIVRE QUE TENHO AGORA?

De repente a rotina mudou completamente né?! Dependendo do tempo e da intensidade da relação, o tempo livre que sobra após o término pode ser um grande vilão. Não tem mais aqueles almoços com a família, passeios, programas e lugares que costumavam frequentar, amigos em comum que estavam sempre juntos etc…  Este é um vazio que precisa ser preenchido com uma certa urgência. Não dá pra ficar parado pensando: “Se não tivesse acabado, agora estaríamos juntos fazendo isso ou aquilo…” O melhor a se fazer é inventar novos passeios, quem sabe um curso diferente e leve, novos amigos, novas leituras… Nisso tudo existe um lado muito bom: Você tem tempo de sobra para recomeçar e se reinventar!

3 – VOU CONSEGUIR ESQUECÊ-LO (a)?

Esquecer completamente é impossível. Ninguém esquece. Mas a dor passa e as lembranças vão se afastando um pouquinho mais a cada dia. O amor, a paixão, a saudade quase insuportável, tudo isso vai diminuindo… Mas é importante que haja um empenho em reconstruir uma vida nova, para que tudo fique definitivamente no passado. É preciso ter muita paciência consigo mesmo, aprender a se tratar bem nesses dias difíceis.

4 – VOU CONSEGUIR ME APAIXONAR NOVAMENTE… ENFIM, VOU CONSEGUIR VIVER OUTRO RELACIONAMENTO?

Vai. Mas não é hora de pensar nisso… Agora é tempo de se recuperar e de se conhecer. Essas mudanças repentinas e essas grandes dores são momentos muito importantes para o auto-conhecimento… Será que não é melhor aproveitar esse momento para descobrir coisas maravilhosas a seu próprio respeito?! Quanto mais você se conhecer, mais apaixonante será. E quem sabe mais pra frente um certo alguém pode cruzar o seu caminho?!




5 – BLOQUEAR O (a) EX NAS REDES SOCIAIS, PEGA BEM? NÃO PODE SOAR COMO INSEGURANÇA, RECALQUE, ORGULHO FERIDO?

Depende das circunstâncias. Em certos casos, eu creio que seja essencial esse afastamento. Alguns términos são tão traumáticos que você pode precisar, realmente, apagar definitivamente esse capítulo da sua vida. Não dá pra superar um término se você ficar o tempo todo tendo contato com o seu ex. Em casos mais amigáveis, não acho que haja necessidade disso.

6 – MEU EX ESTÁ MELHOR SEM MIM?

Isso realmente não importa. Temos que entender uma coisa, de uma vez por todas: A PARTIR DO MOMENTO QUE O RELACIONAMENTO ACABOU, TUDO O QUE DIZ RESPEITO À VIDA DA PESSOA NÃO NOS INTERESSA MAIS.

7 – SERÁ QUE EU DESISTI CEDO DEMAIS?

Novamente eu digo: Você fez o que estava ao seu alcance naquele momento. Você deu o seu melhor, com toda certeza. Agora é continuar trilhando o seu caminho. Relação é via de mão dupla… Nada dependia APENAS de você. Será que realmente valia a pena insistir?! Acho que se valesse, vocês ainda estariam juntos. Se acabou, é porque realmente chegou o momento.

8 – SOU DIGNO(a) DE SER AMADO(a)?! 

É!! Claro que é! Para refletir sobre essa pergunta, deixo aqui o trecho de um texto meu:

“Simplesmente abra mão de ficar procurando tantos porquês. Nem perca tanto tempo cultivando certos desejos que não vão se realizar… Abra mão disso tudo que acabou. Novos dias já começaram e talvez você nem tenha percebido. Isso já aconteceu tanto comigo… Quantas vezes eu me peguei remoendo histórias passadas e dores que já não faziam mais sentido.É loucura deixar a vida passar assim, despercebida. Preste muita atenção no dia de hoje, neste momento exato em que você está lendo essa mensagem… Quero que essas poucas palavras sejam o abraço mais apertado que você já ganhou nessa vida. Quero que cada frase te sirva de esperança e coragem para seguir adiante, mesmo que essas tristezas ainda não tenham se curado completamente. Vai viver essa vida com coragem. Muitas coisas ainda podem acontecer…”

Espero que as minhas reflexões tenham ajudado vocês, de alguma forma. Foram todas escritas com o coração. Enviem-me sugestões de assuntos que gostariam que fossem tratados aqui no blog… Vamos trocar ideia =D

Leia esse texto, ele também pode te ajudar: Meu relacionamento é só uma ilusão?!

Eu também sou colunista de outros blogs, dá um pulinho lá para conferir: Que Me Transborde e Recalculando a Rota.

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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