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Carta à uma ilusão




Sugestão Musical: Runaway- We The Kings

Something’s wrong, I can see. You can be honest, you can be honest with me.

Sabe, eu sofri uma vez…
Sofri porque o garoto que era meu amigo, virou algo mais. Eu não consegui conter o meu lado romancista e me apaixonei por ele… Sonhava com ele todos os dias e todas as horas, pensava em tudo que vivemos naqueles dias em que brincamos juntos, fizemos um piquenique, comemos amoras, nos abraçamos, sorrimos.

Meus sentimento são extremos, comigo era tudo ou nada. E para ele o negócio era nada. Quando se afastou eu não pude acreditar como tinha me enfiado nos meus próprios sentimentos. Eles me traíram e fizeram com que eu chorasse por aquele garoto de mãos no piano.

Você ainda não sabe de quem estou falando? Tem certeza?

Pois bem, se você não sabe de quem falo, vou lhe esclarecer… Se essa carta está chegando à pessoa certa, se está sendo endereçada corretamente ao garoto que doei meu coração, você estará lendo isso agora.

Então, é para você. Suas mãos largas, sorriso aberto, cabelo alto e olhos atentos vão se fechar agora e pensarão que estará lendo mais um dos mil textos de uma garota romancista que ama drama.

Essa é mais um daqueles textos, só que esse é mais dramático do que os outros, porque nele vou falar de algo que nunca falei antes: de como superei você.

Depois que você, meu querido, seguiu sua vidinha me excluindo dela totalmente, eu fiz algo inédito: parei de chorar.
UAU! Sim, “UAU”, eu parei de chorar porque percebi que você não merecia as minhas lágrimas – clichê né? Pois é, você também era clichê… Percebi que tudo que eu tinha passado com você foi bom naquela época, mas que agora era pra ser jogado no meu inconsciente.

Andei como fantasma perto dos seus amigos, só cumprimentava quem falava comigo com frequência, chorei escondido para que ninguém me visse sofrendo por você. Mas quando te vejo eu desabo.

Ah! Ah! Você deve se sentir tão bem ao me ver fraca, mas não desisti de te esquecer.

Hoje, nessa tarde que estou há frente desse computador escrevendo uma carta para te mandar – porque não tenho teu endereço para fazer da forma tradicional- eu tenho a certeza de que posso continuar. Sabe por quê?

Porque já não sinto frio na barriga ao te ver, não sinto aquela necessidade louca de correr para te abraçar. Eu consigo muito bem te ignorar, consigo fingir que você não faz parte da minha vida.
Ah! Durma com essa querido…

Você quebrou meu coração, eu sei que nunca daríamos certo. Mas você poderia ter me ignorado de uma forma mais gentil, menos dolorosa. Quando nos conhecemos você nunca me disse que acabava com corações, nunca me deu um paracetamol no caso de eu me machucar… Simplesmente me cativou e me deixou no meio dos meus espinhos…

Nem precisa responder essa carta se ficar desassossegado… Mas quero que você leia para sentir cada parte do que eu senti também…

Agora no final de tudo deixo um único recado para você, meu caro “amor”…
(Você me deve um favor. )
A garota com quem você está agora, deve ser maravilhosa. Só não a machuque, não quero que ela sinta o que eu senti. Não quero que ela pense o que eu pensei de você… Ela não merece isso, assim como eu também não merecia…


Tiffany Guimaraes paulistana, dona do blog Mundo Aleatório; Ama a leitura e a escrita desde que aprendeu a ler. Apaixonada por animais e poemas, sonha em cursar Jornalismo.


 

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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