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Castelo de Cartas




Não sei por que repentinamente me pego chorando

As lágrimas simplesmente escorrem em meu rosto

É como ter uma dor dentro de mim que se faz presente do nada

Talvez seja por todas às vezes em que fiz de tudo para não chorar

 

Elas são tão pesadas

É como se todo o tempo que estiveram ali não deixasse que saíssem

Toda dor que presencio parece se acumular, se mesclar à minha

Alguns diriam que é empatia, mas não saberia nomear o que sinto

 

Vem como um frio que toma meu peito por dentro

Comprime meu coração de tal forma que parece que vai despedaçar

Essa dor não é nada mais que um processo ocorrido em meu cérebro

Mas é como se tudo fosse produzido em meio peito

 

Nesses momentos um milhão de desculpas brotam de minha mente

Por que estou pedindo desculpas? O que eu fiz de errado?

Quem precisa me desculpar? A desculpa realmente diminuiria ou cessaria a dor?

Eu acho que no fundo todas as desculpas desse momento são apenas para mim, por ser e me sentir assim

 

Não quero chorar, não quero me desculpar, eu não quero mais

Me sinto tão fraco nesses momentos, como um castelo de cartas

O menor dos sopros e tudo desmorona, como se não existisse nada antes disso

Sou como um amontoado de cartas depois desses momentos

Esperando para me reconstruir novamente em uma edificação tão frágil


Alex Jezuino de Barros, 20 anos, sagitariano, nasceu em Conchal, interior de São Paulo e atualmente mora na cidade de São Paulo, onde cursa Têxtil e Moda na EACH USP; gosta de ler, músicas de todos os estilos, séries e filmes diversos.


 

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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