Textos dos colaboradores

Escrever sobre você




Escrever sobre você é uma coisa que vem automaticamente, meus dedos já sabem exatamente cada tecla que devem escolher, sabem perfeitamente o que você significa em minha vida e em meus planos.

Meu computador já leu muito sobre você, já soube dos seus defeitos, soube das nossas brigas e das vezes que dizemos coisas ruins um para o outro, na hora da raiva. Ele já viu alguns textos falando sobre suas qualidades, que por sinal,  são muito maiores que seus defeitos.

Meu diário é o que mais pensa em você,  quase todos os dias seu nome está lá, nas páginas dele. Normalmente as palavras estão dizendo o quanto eu amo você e o quanto você é estúpido às vezes.  Agora, se tem alguém que poderia facilmente te tirar de todos os lugares e te excluir de todos os arquivos,  seria meu coração. Às vezes penso que você merece isso sim, que você não tem mais lugar nem no meu coração,  nem no computador, celular, muito menos no meu diário.  Mas como todos os corações apaixonados o meu também é teimoso, ele insiste em sentir você, em chamar você para perto, em ‘bater o pé’ e insistir em nós dois, ele insiste em bater no mesmo ritmo do seu.

Meu travesseiro já secou muitas lágrimas provocadas pelas nossas discussões, por você e por esse seu orgulho bobo. Já abafou meus gritos de raiva por você ter me deixado sozinha, por não me levar a sério,  por trocar nossos encontros por futebol com os amigos.

As paredes do meu quarto já me escutaram diversas vezes falando que estava tudo acabado, que você domina a mim e aos meus pensamentos.

A memória do meu celular já cansou de me avisar que está cheia de você,  que preciso excluir algumas coisas, as que não acrescentam em nada, as que não fazem bem.

A capa do meu caderno já teve seu nome escrito lá, de diversas formas, com poemas e declarações. A borracha já passou por lá diversas vezes,  mas como sempre,  jamais conseguiu te apagar.

Eu já me odiei por te amar e me amei por te odiar, já senti, já recomecei do zero, amei em dobro,  perdoei, lutei contra minhas vontades de te deixar, pensei duas vezes antes de falar, quis te bater e abraçar forte, mas em todos os momentos,  você estava ali me suportando nas fases ruins.

O ‘nós’ começou sendo apenas ‘eu’. Você chegou de mansinho, virou tudo de cabeça para baixo,  preencheu todo o espaço, se adonou do meu coração e ali fez morada, assim mesmo, sem pedir, nem perguntar,  apenas chegou e tomou conta de tudo.


Bia Civa, 19 anos, mora em Mato Castelhano/RS, canceriana, apaixonada por livros, música e violão, gosta das coisas simples da vida, um abraço apertado, um perfume, um beijo ou até mesmo um aperto de mão.


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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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