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Dilatando

Nesse momento estou com a vista dilatada, escrevo palavras arriscadas. Posso escrever tudo errado e lhes peço perdão se eu escrever demais. Enquanto sinto o meu olho dilatar e me confundir com o que vejo ou não, eu penso no quanto isso se parece com o amor.
Quando você se apaixona por alguém, você passa um colírio bobo nos olhos e no coração. Sua “vista” se atrapalha quando a pessoa sorri ou passa por você, você fica todo bobo! E a cada dia o colírio é passado em seus olhos. Você não entende nada, não consegue ver onde pisa, com quem anda ou quem deseja.
Como todo colírio, este também é benéfico, porém você tem que saber conviver com ele. Quando você não consegue lidar com ele, sua vista fica pior e você se sente mal… Você começa a focar num único ponto da sua vida: aquela pessoa. E começa a sentir que seu grau aumenta, sua cegueira piora.
Mas quando você caminha com os olhos dilatados e já tem um grau forte, você não consegue entender nada e pode cair.
Bem, se passar esse colírio nos olhos, você fatalmente cairá.
Num belo dia você estará caminhando no pátio da sua breve vida e esbarrará na pessoa amada, e em seguida não vai ver o poço à sua frente. Tudo vai ficar preto e você cairá numa solidão sem fim.
Você já sabe que colírio é esse né?? Sim meu querido, é o amor.
Sua visão embaçará e seu coração virará pó. Passado o efeito do colírio, a sua visão voltará ao normal e sua vista não dilatará mais. O seu amado vai embora e você percebe como ele era um idiota mentiroso. Seu coração passa por um desintoxicação e você para de amar… Amar essa pessoa, no caso, pois logo o colírio se auto coloca no seu coração de novo e você fica cego, é um exame de rotina constante. Por isso eu acredito, mesmo estando tudo embaçado agora na minha mente, que esse colírio deveria ter o seguinte rótulo:
COLÍRIO DO AMOR: acabará (quase) sempre com corações e visões.
Use com cuidado!

Tiffany Guimaraes paulistana, dona do blog Mundo Aleatório; Ama a leitura e a escrita desde que aprendeu a ler. Apaixonada por animais e poemas, sonha em cursar Jornalismo.


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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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