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Vida vem aqui, preciso conversar

Vida aproveita o tempo livre, o dia nublado e sem graça, senta aqui e vamos conversar. Você tem sido difícil comigo, dura até demais. Achei que eu era forte, mas você está conseguindo ser mais.

A cada dia você traz um obstáculo novo, isso é pra dar mais aventura? Eu sei que muitas vezes faço algumas escolhas erradas e faço as coisas segundo meu coração, mas você não pode aliviar só um pouquinho? Eu sei que preciso reservar mais tempo do meu dia para conversar contigo e comigo também, mas a correria é esmagadora e as situações acontecem uma atrás da outra, feito uma enxurrada.

Eu tenho tentado dar o melhor de mim, tento sempre olhar pra frente, mas às vezes olho pra trás e vejo tantos dos meus sonhos por lá, tantas coisas que eu era e acabei abandonando. Cada sorriso que deixei a cada esquina que fui dobrando. Cada lágrima que de mim foi fugindo, assim como os amores me desencontrando. Ah, você bate bem forte às vezes! E quando achamos que estamos recuperados, você vem e nos dá mais uma chacoalhada.

Ouvi dizer que o melhor antídoto contra você é o tempo, mas ultimamente ele está demorando pra passar por aqui, não está querendo muito papo. As saudades têm me visitado com bastante frequência e a solidão às vezes me telefona só pra eu não esquecer que ela existe. As lembranças aparecem mais a noite e os meus medos me acordam pela manhã.




Eu só queria minha doçura de volta, meu riso solto, o entusiasmo que eu tinha por ti e pelas coisas que você me permitiu ganhar. Porque tantas decepções e desilusões? Porque tantas negativas e despedidas? Porque tantas tristezas e tropeços?

Você saiu dos trilhos e agora não estou sabendo te colocar de volta. Eu preciso fazer as pazes contigo pra que eu possa me sentir em paz comigo. Eu sei que você está aqui para me ensinar, para me tornar melhor do que eu já sou, mas dá pra ir com mais calma nas lições de casa?

Está bem, eu entendi que preciso parar de reclamar, eu sei que isso não ajuda em nada, mas podemos tentar uma relação mais amigável e pacífica?

Você já me viu chorar tantas vezes, por tantas coisas e pessoas, e sinceramente eu acho que mereço uma trégua. Mas não vamos pensar no passado, vamos bolar um plano lindo e feliz para o futuro. Vida não faça muito sentido, mas seja capaz de me amar pra sempre. Vida vem cá, você pode me dar um copo de água? E, que tal um abraço, é que eu realmente preciso!


Gisele Ribeiro, Gaúcha – Gremista – Escorpiana. Jornalista e Relações Públicas, mora em Caxias do Sul, RS. Apaixonada por livros, música, poesia, chimarrão e cachorro. As coisas simples a encantam e as palavras a transbordam.


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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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