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Meu ex-melhor amigo

Eu havia terminado com ele… Estava tudo acabado, literalmente. Eu tinha chegado no meu limite, no limite do meu limite. Não estava mais aguentando… Há meses, eu vi o meu melhor amigo, o único, se perder. Ele estava dando bola para as pessoas erradas, simplesmente se esqueceu de quem o amava!! Ou fingiu que esqueceu…
Começou a dar atenção para uma menina que só queria machucá-lo. Eu sempre tive a certeza de que ia dar tudo errado! Por meses vi os dois juntos, abraçados, se beijando, se amando como um casal adolescente de verdade. Ah, como sofri nesses meses.

Ela fazia isso para me irritar, ela fazia isso porque me odiava. Para ela sou uma ameaça, mas pode ter certeza que eu sou mais do que isso…Sofri muito por ele ter me machucado como me machucou, a gente não era nada. Mas ele me ignorou, me esqueceu. Abandonou meu coração, minhas lembranças e simplesmente foi embora.

Eu não sabia o que fazer, eu basicamente vivi essa época com dor e ódio no coração, chorei por ele, ouvi nossas músicas; conheci novas amigas que me mostraram músicas que representavam meus sentimentos: dor, ódio, lágrimas, tristeza. Ah, como eu sofri. Mas essas meninas estiveram ao meu lado, sabe? Elas me apoiaram e o tempo passou por alguns minutos como um furacão…




Acalme-se estou no final da minha psicodélica histórica.

Hoje eu o encontro todos os dias, e tenho orgulho em dizer “We don’t talk anymore.”, não exite mais o “like we used to do.”
Eu o vejo andando com ela todos os dias, entrando na minha sala e passando recados para minha turma, abraçando as pessoas. Abraçando com aquele abraço, que tantas vezes foi meu colo de choro! Mas, mesmo com todas essas lembranças eu não sinto mais aquele frio na barriga, aquela aceleração do coração, aquela ansiedade por uma mensagem. Nãooo! Apenas não sinto mais isso…

Eu simplesmente sinto que estou seguindo em frente, devagar, mas estou seguindo.
E agora, aquela sensação de ser observada que eu tanto queria antes, existe. Seus olhos demonstram que ele sente a minha fala. Ele não entende que estou sem parte daquelas amarras que coloquei sob meus pés e minhas mãos.
Nesse momento, posso sorrir e posso sentir em mim o pulsar de outras músicas, sair cantando e dizendo:

“You need let it go, go,
Leave me alone, lone.”

 

 


Tiffany Guimaraes paulistana, dona do blog Mundo Aleatório; Ama a leitura e a escrita desde que aprendeu a ler. Apaixonada por animais e poemas, sonha em cursar Jornalismo.


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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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