Textos dos colaboradores

É melhor que seja assim

Eu não quero mais sentir saudades de você, não quero mais sentir vontade de falar contigo, nem de te ligar. Eu não quero mais ter notícias suas e eu não quero mais te ver. Porque eu tenho certeza de que se a gente se encontrar vai rolar aquela vontade de voltar, de ficar de novo, de matar a saudade. E eu ainda não sei se isso é o melhor pra nós, se é o que eu realmente quero pra mim.

Você bagunçou demais a minha vida, e essa paz que sinto agora eu não troco por nada. Esse sentimento de alívio é muito melhor que um amor pela metade, aos arrastos. Eu sei que existem segundas chances e que de vez em quando elas merecem acontecer. E talvez a gente até possa fazer parte deste time que tenta de novo, mas no fundo eu cansei, cansei de tentar, cansei de toda hora ter que consertar algo que nem fui eu que quebrei.

Eu não quero te olhar nos olhos e perceber que tudo entre nós foi um engano e também não quero ouvir sua risada e descobrir que nunca deveríamos ter nos afastado Eu não sei se quero voltar a sentir todo aquele turbilhão de sentimentos que só me confundiam e me tiravam do eixo. Eu não quero mais te encontrar pra ver a gente brigar de novo e ver tudo ter um novo final. Eu não sei se quero voltar pra depois me ver chorar pelos cantos.




Têm coisas que é melhor não tentar outra vez, não insistir mais que o permitido. Algumas coisas realmente já não valem tanto esforço. A vida é um grande jogo, algumas vezes a gente ganha e em outras a gente perde, e eu já estou cansada de sempre perder com você. Sem essa de tentar ser amigo, forçar um carinho e fazer de conta que ninguém nunca se machucou nessa história.

Eu sei, às vezes dá vontade de ter aquela conversa que só a gente entendia, aquela piada que era só nossa, mas eu não sei se continuaria tudo do mesmo jeito. Então o melhor por enquanto é ficar como está, o melhor é a gente se afastar, deixar o tempo correr, as feridas cicatrizarem, a história parar de doer, as lembranças pararem de bater à porta. Tentar seguir.

E quem sabe um dia, numa dessas voltas que o mundo dá, a gente se encontre com o coração mais tranquilo e as atitudes diferentes. E aí assim como numa coisa natural a gente perceba que o que tínhamos era realmente amor e que nunca tivemos coragem de matá-lo.


Gisele Ribeiro, Gaúcha – Gremista – Escorpiana. Jornalista e Relações Públicas, mora em Caxias do Sul, RS. Apaixonada por livros, música, poesia, chimarrão e cachorro. As coisas simples a encantam e as palavras a transbordam.


Se você quiser fazer perguntas sobre a vida, o amor, sobre os nossos sentimentos tão contraditórios ou se quiser que sua história se transforme em textos aqui do blog, fique à vontade para deixá-la aqui nos comentários… Se não quiser que a sua identidade seja revelada, é só clicar em CONTATO, preencher o formulário, ou então deixar uma mensagem na página do Facebook 😉


Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí – SP e mudou-se para São Paulo – SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt. Foi premiado em 5º lugar no XV Concurso Literário JI / AEPTI, na categoria Contos e Crônicas.

Entre em contato: ribashugo@hotmail.com

The following two tabs change content below.
Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

Latest posts by Hugo Ribas (see all)

Comments

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *