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Eu ainda te espero aqui

Não é qualquer um. É você. E por ser você, é mais difícil de conseguir aceitar um fim. Parece que todos à minha volta sabem, menos eu. Eles me olham com pena de dizer um “Ei, acorda, por que você continua esperando? Ele não volta”Ninguém tem coragem de machucar ainda mais o coração que você feriu. Porque eles sabem que a ferida ainda está aberta e que vai doer. Eu me acostumei com a sua ausência, mas não consigo me acostumar com a dor que sinto quando a realidade bate.

Dizem que demora muito, mas já faz um ano que eu abri a porta e disse que era pra você fazer o que achava melhor, e você foi embora. Nem olhou para trás à procura do meu olhar te esperando. Porque eu esperei – e ainda espero, todos os dias, quando ouço a campainha tocar e corro na esperança de ser você. Nunca é. Já tentei me acostumar, mas enquanto a ferida continuar aberta sempre haverá um sangue verde de esperança correndo em mim.

Eu sinto como se fosse frágil demais para alguém tomar coragem de me dizer a realidade, sabe? Me dizer que acabou faz tempo – não é normal esperar por alguém que não está disponível para à lista de espera. Não é normal esperar por alguém que foi embora e não quer ser encontrado. Às vezes, por mais que a gente saiba a verdade, precisamos de alguém que nos diga a realidade, sabe? E ninguém tem coragem. Eles têm medo de me quebrar – como você me quebrou.




Demorou para eu conseguir ouvir seu nome sem chorar. Demorou para eu conseguir me enxergar em um mundo que você não existe. Demorou muito. Mas eu ainda te espero.

Eu sei que você não dá esperanças, mas eu ainda amo você e é isso que me dá forças de continuar esperando mesmo que você não queira. Eu sempre vou achar que um dia você vai cair em si e perceber que tem um pedacinho de você que ainda sente algo por mim. Me disseram que depois de seis meses, não há mais como voltar para um relacionamento. Que é o fim definitivo. Você acredita nessas superstições? Porque eu nunca acreditei, por isso te espero. Se o meu amor permaneceu intacto, porque o seu não pode ter permanecido adormecido aí e, em algum momento, acorde e venha tocar minha campainha pedindo para ficar?

Risos. Parece ser um sonho distante para mim. Você se foi há muito tempo e eu fui a única que não percebi, porque mesmo enxergando não consigo me libertar desse passado que insiste permanecer em mim. Eu ainda te espero aqui.


Stephanie Almeida, Libriana de 20 anos que mora na Bahia e transforma em palavras tudo o que sente. Quer conhecê-la melhor? Acesse: O que sinto em palavras.


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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí – SP e mudou-se para São Paulo – SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt. Foi premiado em 5º lugar no XV Concurso Literário JI / AEPTI, na categoria Contos e Crônicas.

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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