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Você sempre esteve aqui

Quando você me disse que não queria nada sério, achei que você sumiria e que eu não saberia mais nada sobre você, mas de alguma forma você sempre esteve aqui. Nós não nos falamos mais, não existia mais assunto para puxar, nem clima para isso, no entanto você não sumiu. Você continuou lá na sua cidade, continuou perto de mim, mesmo estando longe. Continuou a alguns quilômetros de mim, isso era o que nos separava, o que me impedia de ir atrás de você.

Todos os dias você continuava online, continuava ali fazendo meu coração implorar para te chamar, mas eu sempre fui mais forte, meu orgulho jamais deixou isso acontecer, pois na minha cabeça você nunca me quis de verdade. O que tivemos foi apenas um ou outro encontro. Encontros que foram importantes para mim, apenas para mim.

O engraçado é que quando chegou o seu aniversário, lembrei que ano passado eu havia montado uma cesta para você,  comprei tudo para te agradar, pois você vinha me ver. Comprei seu chocolate favorito, fiz tudo com muito amor. Mas chegou no dia e você não veio, porque havia desistido de nós.  Na hora nem tive tempo de sentir raiva, porque meu coração havia se partido em tantos pedaços que eu passei muito tempo juntando e colocando tudo no lugar.




Mesmo assim continuei te amando, sem nem perceber que nunca houve amor da sua parte, sem perceber que você já não estava do meu lado. No seu coração jamais existiria espaço para mim, porque ele já estava ocupado, e por mais que eu tentasse, as portas já haviam se fechado. Eu fiquei aqui. Sozinha com meu amor nas mãos, como quem faz uma visita e não encontra ninguém em casa, e simplesmente vai embora.

Hoje lembro de tudo isso e não consigo esquecer que aqui dentro ainda existe você. Como eu disse, você nunca sumiu, sempre esteve comigo, mesmo não querendo. E eu aqui de longe sempre te cuidei.

Não amo você como antes e até consigo olhar suas fotos sem querer te ter por perto.  Não sinto mais vontade de te chamar, mas mesmo assim olho seu perfil todos os dias. Você foi meu verdadeiro amor e um amor desses a gente nunca consegue esquecer.  Nem que queira.

Você foi o meu príncipe, mesmo que tenha transformado meu conto de fadas em uma história comum, mesmo que nossa história tenha sido como muitas no mundo. Ela sempre foi nossa, mais minha do que sua na verdade. Às vezes aquele teu perfume me visita do nada, talvez seja um sinal que não devo te esquecer e desistir desse amor. Afinal, sempre dizem que quando o amor quer juntar duas pessoas que se amam, ele faz de tudo para isso acontecer… Então quem sabe um dia desses ele bata à sua porta e te faça lembrar de mim.

Aqui ele já nem bate mais, vai entrando sem pedir licença e me trazendo mais um pouquinho de você.


Bia Civa, 19 anos, mora em Mato Castelhano/RS, canceriana, apaixonada por livros, música e violão, gosta das coisas simples da vida, um abraço apertado, um perfume, um beijo ou até mesmo um aperto de mão.


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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog, ele adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Colunista também do blog Que Me Transborde. Nasceu em Jundiaí – SP e mudou-se para São Paulo – SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt. Foi premiado em 5º lugar no XV Concurso Literário JI / AEPTI, na categoria Contos e Crônicas.

Entre em contato: ribashugo@hotmail.com


“Lembrar de você não dói mais. Pensar em você é como lembrar de uma piada tola… A gente dá uma risadinha e logo esquece.” – Hugo Ribas

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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