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Entre a dor e o livramento, há o tempo

Entre a dor e o livramento, há o tempo

Não era pra ser. É difícil de aceitar, não dá pra acreditar e, sinceramente, não faz sentido nenhum. Não na minha cabeça. Não sobre você. Só sei que não era pra ser. Existem amores que são tão intensos durante tanto tempo, que a gente chega imaginar que nunca vai acabar. Mas acabam. Existem finais felizes e alguns tristes, mas tudo chega ao fim em algum momento. É só questão de tempo.

Venho me questionando durante dias até quando o meu coração ainda vai bater lento – é que ele está conectado aos meus olhos, que ao te ver, brilhavam e faziam com que meu coração disparasse em uma velocidade impossível de acompanhar. Já fazem meses, eu sei. Mas parece que a cada dia ele desacelera mais um pouco, e os meus olhos vão ficando mais opacos. É como se eles só funcionassem por você. Vai entender! E ainda assim, eu sempre tento que convencer que é só questão de tempo.

Só que o tempo parece passar mais lento a cada dia. Eu sempre acordo e olho para os cantos tentando ver se algo mudou, mas nada nunca muda.

Tudo sempre está do mesmo jeito que você deixou aqui quando partiu. Eu ainda estou no mesmo lugar. O meu coração ainda não te esqueceu. Ele ainda não quer te expulsar daqui de dentro, mesmo que você já tenha dito que não pretende mais voltar para mim – e pra ele, que apanhou muito mas não deixou o amor morrer.




Ele ainda vive em mim – o amor que você desprezou. Meio fraco, meio dolorido, meio sem rumo por não saber para onde ir se você não está mais aqui para recebê-lo. Sem saber como seguir depois que você resolveu dispensá-lo. Sem saber como é seguir em frente depois de ter sido partido.

É como se nada mais fizesse sentido sem você. É como se eu procurasse um jeito de me livrar da dor sem me esforçar. O meu cérebro dizia pra te expulsar e ir viver, seguir em frente. Só que meu coração ainda te queria aqui e eles brigavam por você. E eu apenas encostava a cabeça no travesseiro e chorava. Chorava por não saber o que fazer com toda a confusão e a bagunça que você deixou dentro de mim. Sem saber o que fazer pra tudo acabar.

Foi então que eu resolvi esperar.

Só preciso ter um pouco mais de paciência e acreditar que vai passar para poder entender que entre a dor e o livramento, há o tempo. E que o tempo vai me fazer perceber que você não vai mais voltar. E que eu não posso te esperar pro resto da vida. E que a dor foi necessária para cicatrizar todas as feridas do meu coração. E então, ele será livre para poder receber alguém outra vez, já que quando você teve a chance, fez o que fez.

Cansei de ouvir meu coração e meus pensamentos. Eu sei que vai passar. É só questão de tempo.


entre a dor e o livramento

Stephanie Almeida, Libriana de 20 anos que mora na Bahia e transforma em palavras tudo o que sente. Quer conhecê-la melhor? Acesse: O que sinto em palavras.


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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e também colunista dos blogs Que Me Transborde e Recalculando a Rota, ele adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador, histórias e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí – SP e mudou-se para São Paulo – SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt. Foi premiado em 5º lugar no XV Concurso Literário JI / AEPTI, na categoria Contos e Crônicas.

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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