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Meu relacionamento é só uma ilusão?!

Meu relacionamento é só uma ilusão?! Esta é a pergunta que eu mais recebo por mensagens e por e-mails.

Não importa se você está só no começo de uma relação ou se já construiu uma história ao lado de alguém, este questionamento pode aparecer, assim de repente, como quem não quer nada e deixar um rastro de dúvidas. Pior ainda, ele pode causar muito sofrimento!

Eu já vivi diversos tipos de ilusão. Achei que estava apaixonado, mas era pura carência. Pensei que eu era amado, mas só estava sendo usado. Vivi por muito tempo ao lado de uma pessoa, acreditando na sua fidelidade, e depois descobri que tinha sido traído… Enfim, existem muitas formas de se iludir. O assunto é complexo.

Sempre que falamos de ilusão nas relações, vamos falar também de carência afetiva, reciprocidade, relacionamento abusivo e por aí vai. Chegar à conclusão de que tudo o que você viveu foi apenas uma ilusão não é tão fácil quanto parece, pois vai exigir uma certa racionalidade, uma pitada de sabedoria e muito amor próprio. Refletindo sobre isso, eu resolvi listar alguns pontos e perguntas que podem ajudar a encontrar essa resposta. E se você estiver vivendo esse tipo de dilema, fique à vontade para deixar suas perguntas nos comentários… Vou tentar te ajudar a encontrar as respostas, ok?! Vamos aos pontos:

-Por que eu entrei nessa relação?! Eu estava apaixonado ou carente?!

Somos bombardeados, diariamente, por modelos e padrões de uma vida feliz. Um relacionamento sério é status de felicidade, um verdadeiro atestado de que você é digno de ser amado. Sem contar as cobranças que vem de todos os lados. Como se não bastasse isso, muitas vezes passamos por problemas familiares, abandonos e desamores… Sentimos falta de afeto. Quem nunca?! Faz parte da natureza humana. Precisamos de carinho. Todos esses aspectos acabam plantando sementes dentro de nós. Sementes que confundem a mente e despertam uma carência excessiva. Vivemos a era dos aplicativos de relacionamento, ficou muito fácil mergulhar em relacionamentos rasos… É importante lembrar que: O amor não se busca… Ele acontece. Não dá pra forçar a barra. Às vezes a gente se apaixona pela ideia de amar. Queremos ter alguém, não importa quem. Isso é perigoso. O que te fez entrar nessa história?! Reflita sobre isso, ok?!

-O que me atrai na pessoa que está ao meu lado?!

Um rostinho bonito jamais vai ser capaz de proporcionar felicidade. É preciso admirar as qualidades deste alguém e se identificar com seus ideais de vida. Observe as atitudes, os sonhos e os objetivos dele. Será que esse é o tipo de pessoa que você quer ao seu lado?! Muitas vezes, por uma questão de carência, a gente acaba se contentando com pouco e se submetendo a relacionamentos falidos… Envolvendo-se com pessoas que não se importam e que não se dedicam… Será que vale a pena? Para uma relação dar certo, tem que haver respeito, admiração e sincronismo entre ambas as partes.




-Essa pessoa me faz verdadeiramente feliz?

Já sabemos que felicidade completa não existe. Isso é utopia. Sempre haverá um probleminha aqui, uma tristezinha acolá, faz parte da vida. Mas podemos medir as alegrias e tristezas que essa relação nos proporciona. Estou com alguém que me ajuda, que me compreende e que me faz crescer?! Todos temos nossas inseguranças e medos… A relação que você vive aumenta ou diminui essas sensações? Como eu disse agora há pouco, tem que haver respeito. A felicidade de um relacionamento acaba quando o respeito se esvai. Ilusão não faz ninguém feliz. Na maioria das vezes o nosso apego é tão grande, que não percebemos o quanto somos infelizes… A verdade é que ficamos agarrados à migalhas e deixamos passar grandes oportunidades.

-Existe reciprocidade entre nós?

Essa pergunta dispensa grandes respostas. Reciprocidade, a palavra do momento. Apenas reflita.

-Estou com alguém que só me faz sofrer, mas não consigo virar a página. Parece impossível colocar um ponto final. Será que é amor?

Sim, pode ser amor… Existe um verdadeiro universo de sentimentos dentro de nós. Algumas respostas estão lá no fundo do coração. Por isso eu digo que sim, pode ser amor. Não necessariamente é carência ou apego. E sendo amor, vale a pena continuar tentando?! Esse limite é muito particular. Quantos corações já se destruíram por não conhecer os próprios limites? Tente sim, mas só enquanto enxergar a possibilidade de mudança. Tome cuidado para não perder o controle. Para mim, ambos os lados tem que amar e se preocupar em proporcionar felicidade ao outro. Quando isso não existe, será muito difícil a coisa dar certo. Não gaste energia à toa.

Existem muitas outras questões que nos ajudam a perceber se estamos vivendo uma ilusão. Infinitas perguntas. Milhares de perguntas. A pequena listagem que fiz é básica e essencial. Sabe quem pode te ajudar a encontrar mais respostas?? O seu amor próprio… Ele é o seu melhor amigo. Quando o amor próprio está descontente com um relacionamento, é porque alguma coisa não está indo muito bem.

Uma relação de amor verdadeiro faz você se sentir bem consigo mesmo. Não é só uma questão de ouvir músicas românticas, escrever poemas e postar fotos nas redes sociais. Amor de verdade traz paz, apesar de todos os obstáculos que surgirem no caminho.

Concluir que você está vivendo uma ilusão e colocar um ponto final nessa história pode ser um ato muito dolorido. Seguir os conselhos do amor próprio é sinal de coragem para enfrentar dores muito agudas. Mas tenha a certeza de que se esse for o seu caso, você será mais forte quando tudo isso passar, ok?!

Se você não concordar com nada do que foi dito aqui, comente sobre os seus pontos de vista. Este é um espaço aberto para refletirmos juntos <3

Leia também esse texto, ele pode te ajudar: Reciprocidade… Você nunca soube o que é isso.

Eu também sou colunista de outros blogs, dá um pulinho lá para conferir: Que Me Transborde e Recalculando a Rota.

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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