hugo ribas quando me libertei de mim mesma
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Quando me libertei de mim mesma

Quando me libertei de mim mesma…

Hoje acordei cantando. Hoje eu disse a mim mesma que queria ser feliz. Hoje decidi que vou aproveitar o dia como uma criança: fazer o que der na telha, me lambuzar com o chocolate, virar cambalhota, tomar banho de chuva! Vou me sujar no barro, dormir a hora que der vontade. Posso? Hey, claro que sim, afinal, por mais que eu esqueça, eu ainda sou dona de minha vida e tenho o poder de decisão. Ueba!!! Que alegria!

Venho pensando: Na maior parte do tempo fui tão certinha em minha vida, principalmente nos momentos em que eu já morava sozinha e poderia ser mais livre do que nunca. Que paradoxo não é?! Por isso tenho a estranha sensação de que muitas vezes não sabemos o que fazer com nossa liberdade.

Tenho a convicção de que, sem perceber, temos mais coisas dos nossos pais do que poderíamos supor. E são as coisas que mais criticamos neles, isso chega a ser assustador! É, eu percebi que minha “falta de liberdade” estava bastante vinculada com padrões que vivi na minha infância, atitudes que eles tinham e eu não curtia. Padrões por muito tempo eu repetia sem perceber. Nossa!! Fiquei pasma quando me dei conta disso.




Me perguntam o que estou fazendo a respeito… Bem, acho que vou passar a realmente usufruir desta minha condição de poder decidir 100% a forma que quero fazer as coisas e viver minha vida. E principalmente tirar um baita peso das costas. O peso de dar satisfação demais sobre o que faço da minha vida para meus pais e para alguns amigos. Fui eu mesma que dei este “poder” aos outros.

Então agora vou pegar esta minha “espada de poder” e abrir meus próprios caminhos… Vou bailar a vida do meu jeito – por isso estou cantando.. estou cantando “Quero ser feliz agora” e “Ilumina, ilumina meu peito canção”.

Pois é, dizem que na vida tudo acontece na hora certa, mas te confesso que tem coisas que gostaria de ter conhecido antes. Gostaria de ter despertado antes para algumas coisas que são sagradas para mim e que já não consigo viver sem, como se elas fossem o ar que respiro… Algo em que consigo estar completamente presente e desenvolvendo os potenciais mais lindos. Potenciais que, por vezes, estão escondidos atrás das máscaras que usamos para encarar o mundo lá fora.

Expressar com profundidade tudo aquilo que está dentro de nós através de uma dança livre, gestos de fluidez, liberação de expressões. Sentir-se realmente livre e solto para liberar nossa criatividade, afetividade, amorosidade, vitalidade, identidade, transcendência: tudo isso através da música é realmente libertador e curativo.

Gosto de pensar em flutuar, voar, planar, alçar voos e coisas afins. Sentir o vento, a brisa, o aroma, as cores. Como é bom sonhar, não apenas dormindo, mas bem acordado. Perceber que nossa vida é um oceano repleto de infinitas possibilidades e que depende apenas de nós mesmos nos permitir. Olhar além algumas ou várias crenças limitantes que há muito tempo já não fazem sentido… Ueba! Arrivederci!


Leia também esse texto, ele pode te ajudar: Viva do seu jeito

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Aline Gallicchio

Alline Gallicchio - Uma alma sonhadora, buscadora. Terapeuta Reiki e Administradora. Uma Porto Alegrense morando em Nova Petrópolis - RS. Facilitadora de grupos de Comunicação Não Violenta e estudiosa de assuntos espirituais e amante de boas leituras. 

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