hugo ribas ela e tao ela
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Ela é tão ela

Ela é tão ela…

Ela é a cura da tristeza, o confete de carnaval, ela é sol em dia frio e brisa leve em tardes de sol.

Ela é a calmaria em meio a confusão, é beijo doce na realidade amarga, é sorriso de quem quer mais.

É algodão doce e chocolate de amendoim, ela é fofura em meio a briga e a agitação. Mas é sorriso quando tudo parece ruim.

Ela é amanhecer na grama verde e anoitecer embaixo das estrelas. Ela é cobertor de lã.

É vento forte, é furacão, quando ama então…

Ela é reciprocidade, espalha felicidade, ela é ela a toda hora e quem não gosta que vá embora. Ela é simplicidade de um amor de longe e café quente de interior. É cheirinho de chá de hortelã e perfume de doce de maçã. Ela tem seu jeitinho, conquista pouquinho a pouquinho, quando perceber ela já roubou seu coração, não adianta bater o pé, porque ela é doce assim mesmo como é. É ladra de cafuné.

Diz que é açúcar, mas tem dias que é limão.
Ela é não em meio ao sim e sim quando diz não.
Ela é entardecer na varanda, rede de dormir.

Ela acredita em conto de fadas, às vezes diz que é mesmo uma, diz que escreve nas linhas o seu conto mais bonito…

Ela diz que não beija sapo de jeito nenhum, que se quiser virar príncipe vai ter que conquistar um a um, e não adianta fazer promessas, porque ela é livre, livre que nem pipa, dessas que fogem, fogem da sua mão.

Ela é flor delicada, mas jura que se alguém pisa nas suas folhas, ela vira flor brava. Ela é aquelas nuvens com formato de várias coisas, com cores e jeitos diferentes, ela é sorriso, é esperança. Jura que nunca chorou, mas não é bem isso que seu travesseiro conta quando ela não está.

Ela é tudo que você imaginar, tem gente que gosta assim mesmo, tem uns que precisam piscar e acreditar que tanta coisa boa cabe em um só coração.

Ela diz que não, que precisam ver como ela fica brava quando mexem naquilo que gosta, ela jura que faz cara feia e puxa as suas orelhas. Ela é bobinha as vezes, entrega facilmente o seu amor. Às vezes sai calada e as vezes diz que não, jura que é pra sempre, que o sapo virou príncipe e que nem precisou beijar.




Ela é menina quando quer, mas conquista como mulher, ela tem sorriso bonito e um certo brilho no olhar. Ela tem um beijo escondido que um dia ainda vai dar, mas ela espera alguém que mereça…

Alguém que mereça essa confusão que ela é.

Alguém que mereça seu coração e que em troca lhe dê mais amor do que ela pode imaginar!

Alguém que segure sua mão e que não solte jamais. Mas que não prenda não, porque se sufoca já não é amor, e sem amor ela não fica, nem com as flores mais bonitas.

Ela diz que gosta, que no caminho de pedrinhas sempre tem uma joaninha, daquelas cheia de pintas, mas quando tenta pegar, ela voa, voa pra longe. Bem pra lá do horizonte.

Não se engane, ela também tem o pé no chão. Não tente magoá-la menino, porque ela vai te esquecer e quando você perceber… Ela já terá partido, não sozinha, mas com o próprio amor.

Amor que ela cultivou assim como as pessoas fazem com as flores, ela regou, alimentou e ele brotou.

Que maluca é essa menina, parece boneca de pano, mas o que ela é mesmo você nunca vai saber. Porque quando ela quis você disse não e agora que você quer, ela já achou outra razão.

Sabe qual é? O amor de um outro alguém, tão diferente de você, talvez isso que a conquistou, talvez o sorriso ou o olhar, ou simplesmente o jeitinho de amar. O fato é que ela ama e é amada. E que mais uma vez você mostrou como não ser.

Ela te deseja amor, amor desses leves, que te levem pra longe dela, que te levem pra alguém como você mas que jamais te façam sofrer. Porque diferente de você, ela deseja o bem…

E mesmo que você nunca queira ser de ninguém, ela deseja o seu bem também. Ela quer que você seja feliz, assim como agora outro alguém a faz sorrir.

Nessa história ela canta, canta e dança como uma fita,uma fita muito bonita, que deixa livre o seu cabelo, cabelo comprido que é pra combinar com o coração bonito.


Leia também esse texto, ele pode te ajudar: Reciprocidade… Você nunca soube o que é isso.

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Bia Civa

Bia Civa, 19 anos, mora em Mato Castelhano/RS, canceriana, apaixonada por livros, música e violão, gosta das coisas simples da vida, um abraço apertado, um perfume, um beijo ou até mesmo um aperto de mão.

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