A vida real não contrata mocinhos e vilões
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A vida real não contrata mocinhos e vilões

A vida real não contrata mocinhos e vilões.

É estranho viver nesse mundo real onde as pessoas julgam umas às outras, como se elas vivessem dentro de uma tela de cinema. Essa é má, não falem com ela. Essa daí fez isso, isso e aquilo comigo, há uns três anos. Mas essa aqui? Ah, ela é muito boazinha, concorda sempre comigo, pode falar.

É realmente difícil saber separar o bem do mal, eu entendo. A gente tende a querer colocar tudo numa caixinha organizadora com etiqueta, como se pessoas fossem simples assim. Mas a vida real não é bem assim. A verdade é que não existe quem seja totalmente bom ou totalmente ruim. As pessoas são frágeis. Elas erram, aprendem, erram de novo, acertam. E este é um clico eterno de aprendizado, de quedas, de subidas.

E a gente insiste em querer encaixar quem foi embora, quem cortou relações, quem disse adeus, quem não disse, como uma pessoa má. O juiz que julga o outro não quer julgar a si mesmo e está sempre no mesmo patamar: Ele é o bonzinho. E quem foi embora é o egoísta.




Mas o que você fez, realmente, para que ele fosse embora? Ele é um péssimo amigo, ele foi ingrato, isso é um fato.

Mas você nunca fez nada para que ele resolvesse se afastar assim desse jeito… Claro que não! Você é do lado do bem. E por isso não erra. Não julga. Você nunca foi tóxica, não é?! Nunca foi abusiva. Você sempre foi muito perfeita com todos os que amou. Certo?!

Errado!

Esse maniqueísmo bobo só existe em filmes, amiga. E, mesmo assim, o vilão às vezes consegue ter seu traço de bondade. Ninguém cabe inteiramente na caixa da benevolência ou da maldade. É claro que, algumas pessoas, extrapolam mais para um lado ou para outro, mas a verdade é que ninguém é totalmente bom… Nem totalmente ruim.

Essa é a realidade.

E é verdade que tudo tem uma justificativa, sim. Ela pode estar relacionada a você, ou não. Essa justificativa pode ter vindo de um problema alheio, algo que não tenha nada a ver contigo… Ou pode ser um problema que você mesma causou, mas que não enxerga por se colocar como perfeita.

Por isso é sempre válido olhar pra dentro de si mesmo. Avaliar se é preciso mudar algumas coisas de lugar, trocá-las por outras ou simplesmente jogá-las fora. Isso pode ser libertador…

Porque pessoas são complexas e não se encaixam em um só lado.

Você não é a exceção.


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E se quiser acompanhar um pouquinho mais os textos da Bruna Frottè, você pode acessar esses links: Palavras e Clichês / Superela Que Me Transborde.


 “Lembrar de você não dói mais. Pensar em você é como lembrar de uma piada tola… A gente dá uma risadinha e logo esquece.” – Hugo Ribas
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Bruna Frottè

Bruna Frotté, Taurina, viciada em Greys Anatomy e Taylor Swift, estudante de direito por obrigação e escritora por amor. Criadora do Palavras e Clichês.

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