hugo ribas eu sei que esta dificil
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É, eu sei que está difícil

É, eu sei que está difícil.

Eu sei que está doendo ai dentro do seu peito.

Parece que quanto mais respiramos esse ar imundo e pérfido do Universo, mais contaminados ficamos. É eu sei…

O mundo parece um abismo, um local horrendo onde não há mais o bem.

Corremos de um lado para o outro como baratas tontas, andamos em filas rumo aos nossos campos de concentração. Sentimos raiva do sistema mas nunca o mudamos.

Nossos corações são quebrados todos os dias, somos estilhaçados no chão, somos humanos… trabalhadores e operários que não valem nem mesmo o que recebem.

Somos as baratas tontas que obedecem cegamente aos seus superiores.

Está difícil continuar assim não é?

As vezes tudo que queremos é dançar a música que toca na rádio, as vezes tudo que queremos é sentir aquela pessoa amiga que está à 3.000km de distância nos nossos braços. É, eu sei…

As vezes tudo que queremos é sorrir para alguém triste e dizer: “Vai ficar tudo bem.” Mesmo duvidando disso. É, eu sei….

A única coisa que eu sei é está tudo mudado, não somos como antes, não amamos e vivemos como antes. Está tudo em constante mudança, mas para que lado?

Façamos um pequeno teste: As pessoas se amam hoje? As pessoas procuram abraçar e amar enquanto ainda há tempo? As pessoas falam “Eu te amo” sinceramente?

Para todas essas perguntas a resposta é a mesma: “NÃO

Somos quebrados… Então devemos quebrar o outro. Somos maltratados… Então devemos maltratar os outros.




Quando precisamos de um abraço, nós nos escondemos atrás de redes sociais para falar com pessoas que nem sequer estão do nosso lado. Nós nos escondemos com máscaras de papel e corações de titânio.

Esquecemos de como era sorrir para seu amigo, brincar com nossos pais, amar incondicionalmente, viver do lado da pessoa até a velhice. Esquecemos do que somos… HUMANOS!

O mundo vai ficando cada vez mais preto e mais morto, o mundo vai ficando cada vez mais próximo de seu destino final: A Morte Total.

Tudo graça aos trabalhadores cegos e mudos do sistema, sistema onde não existe o amor. Não estou tratando de ideologias aqui, estou tratando de vidas.

Vidas que estão sendo dizimadas por conta de um revirar de olhos, vidas que estão sendo despedaçadas porque você mesmo estando à 3.000km de distância não fala tudo o que sente.

Vidas estão sendo machucadas porque se sentem apenas “mais uma”, porque são gordas ou magras, negras ou brancas. Vidas estão sendo dizimadas porque nós, trabalhadores cegos, não sabemos mais o sentido da palavra “amar.”

Porém, mesmo com todo esse medo, essa chacina, essa tristeza e essa perfídia no mundo; existem pessoas que olham para suas janelas escuras, para suas portas trancadas a 500 chaves, pessoas que olham para sua família e sentem amor.

Sentem que precisam mudar tudo que está ali dentro.

Existem famílias, pessoas, vidas que sentem que podem pintar sua porta negra de amarelo, existem pessoas que sentem que podem dizer que amam mesmo estando longe, existem famílias que ainda ensinam valores orando todos os dias para que eles não sejam esquecidos.

Mesmo sendo difícil, ainda tem uma semente de amor nessa coisa que chamamos de sociedade mundial, e mesmo que seja difícil devemos alimentar nossos corações de titânio.

Deveríamos apagar todas as idiotices de nossos corações feitos de papel. Devíamos esquecer que um dia fomos mordidos ou arranhados por outras pessoas, devíamos esquecer que fomos maltratados.

E com isso, olharíamos bem para a pessoa que está na nossa frente – ou à 3.000km de distância, sabe-se senão mais longe- e aproveitar para abraçá-la, amá-la, desejá-la ao nosso lado.

Poderíamos escrever textos enormes dizendo o que sentimos mesmo que talvez fossemos quebrados, poderíamos tocar canções acreditando no ontem mesmo que fosse difícil, poderíamos amar mesmo que queimasse sem se ver.

Entende o que quero dizer meu pequeno gafanhoto?

Mesmo sendo quase impossível nesse mundo, devíamos pegar a tinta e pintar nossa janela, fazer nosso novo céu, nosso novo Universo.

Para que quando o mundo cair e os bombeiros venham pegar os nossos restos vejam nossa janela pintada na parede dizendo que ainda há esperança.

Devemos ser luz, devemos ser diferentes.

É, eu sei… é difícil, mas o que custa tentar?

Pegue sua tinta, pegue sua caneta, seu estojo, seu violão ou seu teclado. Pegue sua voz maravilhosa, pegue sua sapatilha de ballet ou seus calçados de sapateado…

Pegue seu coração e vamos mudar o mundo!!


Se você gostou desse texto, leia este aqui também: Tem sempre um novo beijo, um novo cheiro

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Tiffany Guimaraes

Tiffany Guimaraes paulistana, dona do blog Mundo Aleatório; Ama a leitura e a escrita desde que aprendeu a ler. Apaixonada por animais e poemas, sonha em cursar Jornalismo.

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