o mundo dos que sentem muito hugo ribas
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O mundo dos que sentem muito

O mundo dos que sentem muito.

E se eu disser que sinto muito acredite. E olha, eu não estou me desculpando, eu sinto muito mesmo. Nasci com a alma que transborda. Eu não sei explicar ao certo o motivo pelo qual sou assim, mas sei que dispenso as coisas mornas, aquelas que tentam me queimar em fogo baixo, aquelas coisas e pessoas que não me mostram emoção e sensibilidade.

E o que isso tem de errado? Alguns dizem que sofro demais, eu já digo que os outros é que vivem de menos, que saboreiam de menos, que se entregam de menos, que são felizes de menos. Se caso tem cura pra essa alma grande que tenho? Eu realmente dispenso! As coisas normais não me atiçam, as coisas possíveis não me encorajam, as coisas pequenas não me encantam. Nada que for fraco demais me continua

Preciso sentir o muito. O beijo muito quente, o abraço muito forte, o amor grande. Preciso sentir alguém respirando perto, preciso me sentir vizinha da alma do outro. Eu não nasci pras coisas e pessoas pálidas, que não tem expressão e nem sentido. Eu não nasci pros dias parados e as paredes sem cor. Eu nasci pra sentir mais, de dentro pra fora, sem medo do não e da despedida não programada. Meu único medo é não amar, não buscar, não sonhar, não desejar, não lutar, não sorrir e não chorar.




Eu nasci pro sorriso escancarado, pro café e emoções fortes. Ou sinto calor demais ou sinto frio demais. Eu conto tristezas de forma engraçada e falo coisas engraçadas como uma grande tragédia. Nunca o riso ou o choro acontecem quando eu quero.

Eu nasci pra o delírio de uma poesia e pro fascínio de uma canção. Eu nasci pras imagens que só meu olhar sabe captar e só os de alma assim sabem entender. Ser assim é se reconhecer em tudo, em cada palavra, em cada detalhe, é colocar venda nos olhos quando a realidade e a tristeza ameaçam a doçura e o encanto da vida.

Estranho é quem já esqueceu como é sentir, estranho é quem perdeu o olhar terno e sincero pras coisas simples da vida, estranho é quem entende que demonstrações de afeto viraram atos mecânicos e sem importância.

O meu coração não é blindado, ele sente dor e a delícia de ser quem é. Existem lágrimas? Sim existem, mas existem recomeços, existem esperanças, existe fé. Vez ou outra ele leva uma pancada forte, cai dolorido e chora no travesseiro. Mas quem tem alma forte tem carta na manga, trunfo escondido, armas secretas e ainda depois de tudo, sabe voltar a sorrir.

Eu não sei ser de menos, ser um pouco de cada coisa, ou sou ou não sou. Porque nada que se faz grande se faz sem paixão. Tenho ânsia de ser feliz maior que a coordenação dos meus próprios braços.

Não sei guardar nada pro mês que vem, nem meus gestos, nem minhas palavras, nem meus amores, eu vivo todos eles de uma vez só e com muita força. Quero tudo muito, agora e bem forte, por favor!


Se você gostou desse texto da Gisele Ribeiro, deixe seu comentário <3 E olha, tenho certeza que você vai AMAR esse texto também: Me afoguei na lembrança de você

Eu também sou colunista de outros blogs, dá um pulinho lá para conferir: Que Me Transborde / Superela /  Recalculando a Rota.

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Gisele Ribeiro

Gisele Ribeiro, Gaúcha - Gremista - Escorpiana. Jornalista e Relações Públicas, mora em Caxias do Sul, RS. Apaixonada por livros, música, poesia, chimarrão e cachorro. As coisas simples a encantam e as palavras a transborda.

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