Esquece as coisas que fizeram você acreditar

Esquece as coisas que fizeram você acreditar.

Fizeram a gente acreditar que para ser feliz era necessário escolher uma profissão que proporcionasse estabilidade financeira. Fizeram a gente acreditar que ter uma casa, um bom carro e férias de trinta dias para viajar cada ano para um lugar diferente era realmente ter encontrado a tão sonhada felicidade. Fizeram a gente acreditar que os amores são sempre perfeitos e ter um desses na vida é uma felicidade e tanto.

Mas porque será que tantas pessoas que alcançam essa felicidade descrita e tão idealizada não são realmente felizes? Porque tanta gente com todas essas coisas no seu mundo ainda não se sente feliz?

É muito simples: felicidade exige movimento, mudar de degrau, pular de conquistas, se aventurar, sentir medo, descobrir o novo, amar. Estamos tão engessados nos modelos que a sociedade impõe que não conseguimos eleger o nosso próprio modelo de felicidade.

Nossa essência vai além do trabalho que desenvolvemos, vai além dos nossos gostos e manias, relacionamentos e paixões. Nós podemos ser tudo que quisermos. Podemos ser pessoas que gostam de arte, mulheres que amam futebol, homens que curtem cozinhar. Nós temos o direito de querer a solidão por perto. Temos o direito de tentar uma receita nova e errar, temos o direito de dar uma bela gargalhada, de tomar banho de cachoeira. Nós precisamos ser todas as coisas que nos fazem felizes.




Nossa vida não é necessário apenas cumprir com as obrigações. Boletos pagos é sinal de felicidade? Duvido! Estabilidade financeira se não existir amor não mantém um relacionamento de pé. Casa com piscina não dá a certeza de amigos fiéis e presentes em qualquer circunstância.

Festas sempre badaladas não dão a ideia de preenchimento. Nada do que você conquistar fará de você uma pessoa mais feliz. O ter não é sinônimo de ser. Ser é muito melhor do que qualquer status ou cargo que podemos ocupar ao longo de nossa vida.

O que importa mesmo é o que você leva pra casa a cada final de dia… É como você se sente dentro dos momentos felizes ou nem tanto que viveu. Felicidade pode caber em todo lugar do mundo, dentro de uma casa de seis quartos ou de uma quitinete… Dentro de uma prataria fina ou dentro de um prato de Duratex. Felicidade pode ser o que você sente ou o que você partilha com o outro.

Porque no fim de tudo o que realmente importa é a forma como vivemos… Como passamos pelas experiências que a vida nos proporciona todos os dias, a forma como vemos nossos sonhos. O que realmente importa são os amigos que conquistamos, os amores para os quais nos entregamos e os sonhos pelos quais decidimos lutar.

O restante não tem muito valor. A única coisa que importa no final do dia é voltar pra casa e encontrar quem está a nossa espera, porque isso é o que realmente vale a pena manter até o final. E o que fizeram você acreditar…deixa do lado de fora, de fora do seu mundo, de fora do seu coração e fora da sua lista de importâncias. Acredite em você


Se você gostou desse texto da Gisele Ribeiro, deixe seu comentário <3 E olha, tenho certeza que você vai AMAR esse texto também: Eu não queria me apaixonar por você

Eu também sou colunista de outros blogs, dá um pulinho lá para conferir: Que Me Transborde / Superela /  Recalculando a Rota.

Gisele Ribeiro

Gisele Ribeiro, Gaúcha - Gremista - Escorpiana. Jornalista e Relações Públicas, mora em Caxias do Sul, RS. Apaixonada por livros, música, poesia, chimarrão e cachorro. As coisas simples a encantam e as palavras a transborda.