Entre os girassóis

 

Entre os girassóis.

Eu me imagino contando isso um dia para nossos netos. Imagino um pote de bala em cima do balcão e duas cadeiras de balanço na varanda. Bem clichê, mas é o que eu imagino para daqui alguns anos.

Fico aqui imaginando quando toda essa nossa imaturidade passar e nos olharmos com olhos de quem realmente sabe o que quer. Como diriam tantas pessoas, como vamos nos olhar com olhos de adultos?

Imagino nossos sonhos, planos divididos e tantas e tantas promessas cumpridas.

Imagino o dia que você me pedir em namoro… Penso no meu sorriso ao confirmar que você é sim tudo que eu imaginei. Que ao contrário de todas as estatísticas das revistas de adolescente, você é sim o meu amor.
Imagino nosso noivado, uma torta de bolacha na geladeira e toda a nossa família. Imagino muitos sorrisos e muito refrigerante só para te deixar bravo.

Imagino ainda mais o dia que serei sua mulher, no sentido mais inocente da palavra. Digo sua mulher, quando eu entrar naquela igreja, toda vestida de branco e ver em suas lágrimas a nossa felicidade refletida. Eu imagino o seu “sim” cheio de orgulho e as minhas juras de amor escritas em um papel amassado.

Imagino nossas alianças confirmando o que eu sempre prometi, que você seria meu para sempre.

Imagino nosso bolo, aquele que vamos passar horas na cozinha, errando e acertando até ficar com cara de bolo.
Eu imagino coisas demais, tanto tempo. Tanto tempo que ainda temos e tanto tempo que você já desperdiçou ficando longe de mim.




Quem disse que te escolhi?

Não foi bem assim. Te chamei de menino mimado e imaturo, senti raiva e prometi nunca nem sequer olhar pra você. Mas aí algo bem lá no fundo me chamou a atenção. O buquê de girassóis que você segurava com tanto amor, o laço de fita rosa que os envolvia e o brilho de ansiedade do seu olhar… Como se procurasse o próprio coração na multidão. Aquele teu olhar com toda a certeza descongelaria um iceberg, ou derreteria meu próprio coração.

Pisquei diversas vezes olhando ao meu redor mas te perdi ou me perdi por aí. Eu me distraí com todas as palavras bobas. Esqueci de reparar se a moça que te faz amar foi ao seu encontro. Quem imaginaria que a moça que desejava aquelas flores, a moça que esperava que aqueles braços a rodeassem pela cintura e a levassem pro tal mundo de amor, era eu?!

Quem imaginaria que lá fora agora as mesmas flores encantariam nosso jardim? Ao redor do nosso cantinho, um mar inteirinho de amarelo, que me faz todos os dias suspirar como uma boba apaixonada.

Todas as manhãs encontro um desses girassóis na minha cama, ao lado um bilhete, com as seguintes palavras:
“Para a minha flor favorita, a sua flor favorita.”

E tudo isso me faz entender o quanto um amor pode aumentar com o passar dos anos. Me faz ter a certeza que era esse o futuro que vi em seus olhos naquela tarde em que você procurava um amor. E me faz entender que mesmo que eu não tenha te escolhido a dedo, meu coração sabia exatamente o cheiro daqueles girassóis que esperavam um amor. Ele me levou até o dono! E ali eu descobri, que entre tantos e tantos cheiros, o seu era o meu preferido. Te achei entre os girassóis e fiz de você minha luz amarela ao nascer do sol.

 


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Eu também sou colunista de outros blogs, dá um pulinho lá para conferir: Que Me Transborde / Superela /  Recalculando a Rota.

Bia Civa

Danúbia Civa, 21 anos, mora em Mato Castelhano/RS. Gosta dos romances mais doces e dos livros mais clichês. Apaixonada por sentir ao extremo, de preferência o amor. Gosta de sonhar, das coisas mais simples e dos perfumes mais marcantes. Uma garota clichê que adora viver, ler e escrever romances.

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