Sobre o esporte para pessoas trans e as discussões LGBTI

Sobre o esporte para pessoas trans e as discussões LGBTI.

As discussões e entendimentos sobre as pessoas transgêneros no mundo dos esportes estão cada dia mais acirradas. Seja no MMA ou no vôlei, a última semana está sendo vital para estas altercações. E sem entrar no mérito de quem está certo ou errado, já que essa não é a ideia aqui, vejo essa discussão com muito bons olhos. Sabe o porquê? Somente por existir, pois há algum tempo isso não passaria pelos noticiários ou jamais seria discutido nos lares brasileiros.

É um avanço.

Ainda mais se pensarmos que uma declaração de um apresentador de TV sobre a programação de uma emissora, que nem é a que ele trabalha, também causou comoção nas redes sociais. Seja para o bem, seja para o mal. O fato é que também foi discutida a questão dos LGBTI em outro contexto.

A polemização ao redor de tema tão importante para a nossa sociedade pode ser uma porta de entrada para o entendimento verdadeiro sobre a comunidade de gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e intersexuais. Eles são uma parcela grande da população que precisa, necessita sair da margem e ter voz ativa e participante. Sem haver qualquer tipo de pré-conceito ou questionamento por sua orientação.

Lembro-me que há pouco tempo a discussão a respeito da concepção de ‘família’ também tomou os noticiários e bombou em todos os sites e mídias sociais. Acredito piamente que ao serem apresentados argumentos embasados e críveis, os questionamentos se tornaram muito importantes. Principalmente para que algumas pessoas vissem a necessidade de entender histórias de vida e, principalmente, de respeito ao próximo. À época, conheci casos de pessoas que passaram a compreender melhor a situação após esse furacão de informações.




Obviamente, não estou dizendo que essas discussões irão modificar a opinião de todo o mundo (quem dera, na verdade). Porém, ao perceber que há abertura para esse tipo de troca de opiniões, para esse bate-papo e até mesmo para uma coleta mais profunda de argumentos, fico um pouco mais esperançosa de que algum dia poderemos ter uma sociedade mais sadia e passível de inclusão para todos.

Não dá, infelizmente, para dizer que estamos perto de acabar com a discriminação.

Mas, podemos destacar que enquanto houver discussões como essa, há esperança de que mudanças possam ser realizadas. Esse tipo de matéria já está sendo colocado ‘na mesa’ da família tradicional brasileira. Ela está trazendo para os lares discussões que precisam sair do ambiente virtual, precisam ser mais do que um post no facebook ou um xoxada no twitter. É preciso que o labirinto de informações acerca da comunidade LGBTI seja desvendado pelo maior número de pessoas. E é isso que está sendo feito e proposto.

Uma projeção para o futuro? Impossível. Já que vejo o mundo, como um todo, muito retrógrado nos últimos tempos. Apesar disso, numa mesma semana se falou de transexualidade e homossexualidade. Tivemos esse debate na agenda atual, em seus mais diversos parâmetros. Então posso acabar pendendo para um lado um pouco mais positivo da coisa… Algo que pouco faço, já que sou sempre aquela que acha o copo mais vazio.

Espero, então, que aqueles que dizem não se envolver, que não têm nada a ver com isso, ou quiçá aqueles que têm opiniões pouco evoluídas e embasadas sobre o assunto, possam cada vez mais ver, ouvir e PARTICIPAR desse tipo de discussão e debate, pois só assim iremos conseguir mais de igualdade na nossa sociedade. Não é sobre ser melhor ou pior, é sobre ser igual.

E que venham mais discussões, mais debates, mais palavras, mais novelas, mais esporte, mais tudo. O que precisamos é falar!


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Eu também sou colunista de outros blogs, dá um pulinho lá para conferir: Que Me Transborde / Superela /  Recalculando a Rota.

Erika dos Anjos

Érika dos Anjos é uma jornalista carioca, apaixonada por livros e adora dar pitaco nos acontecimentos do dia a dia. Ah, o mais importante, Aquário com ascendente em Leão e lua em Capricórnio.