Insistir ou Desistir?!

Insistir ou Desistir?!

Eis a questão…

São tantos os medos…

Foram tantos os erros cometidos no decorrer da vida.

Vida é um pouco disso: Pitadas de medo, nuances de insegurança, fases de instabilidade… Os mistérios do amanhã. As incompreensões da alma. A cegueira do coração.

Minhas escolhas nem sempre obedeceram algum tipo de coerência, principalmente quando se deixaram guiar pelo coração.

A verdade é que nem sempre temos clareza o bastante para escolher entre certo ou errado, melhor ou pior, adequado ou inadequado, insistir ou desistir…

Quantas vezes eu já me peguei insistindo em abrir portas sem chave?! Quantas vezes eu já desisti de escancarar portas cujas chaves estavam bem ali ao meu alcance?!

As perdas do passado, as feridas que arderam, os abandonos que sofremos, tudo isso vai nutrindo esse bichinho perigoso chamado medo dentro da gente… Medo de abrir mão de algo que queremos muito… Medo de se apegar àquilo que só nos faz mal.

Não há nada mais irrevogável que uma decisão. Ainda que eu me arrependa das minhas escolhas antes de executá-las, ainda que eu volte atrás e desista de tentar, algo dentro de mim já terá se transformado… Eu não serei mais o mesmo, de qualquer modo.

Talvez não exista certo, nem errado.

Talvez não seja questão de “desistir” ou de “insistir”.

Talvez seja questão de decidir.

As coisas funcionam mais ou menos assim: O medo gera a dúvida. A dúvida ferve dentro da nossa cabeça. Ela amarra os pensamentos, faz um nó nos neurônios, arranha o coração e extrai toda a força da alma.

Pensando e repensando, olhando para trás, investigando os meus próprios medos, vou chegando à conclusão de que a melhor opção é decidir. Insistir ou desistir tanto faz, o importante é que a escolha seja feita de uma vez por todas, antes que você comece a definhar por dentro.

Entende o que eu quero dizer?!




É importante que tenhamos maturidade o suficiente para tomar nossas decisões, sejam elas quais forem, e bancarmos todas as consequências. A cada decisão tomada, encontraremos pelo caminho um pouco de arrependimento, alegria, aprendizado, dor, sabedoria e… Principalmente… Novos aspectos de nossa própria vida.

 

Dar voz ao medo é dar “Pause” na vida.

Nada anda… Nada vai pra frente, nem pra trás. Estagnação. Incapacidades. Insucessos e irrealização.

 

Obedecer ao medo é se fazer escravo.

Mãos algemadas. Desejos anulados. Sonhos desmoronados, alegrias massacradas.

 

Escolher o medo é morrer por dentro.

Saudades melancólicas. Poeiras ao vento. Ausência completa de si mesmo. Destruir-se. Anular-se completamente.

 

Entre insistir e desistir existe uma lição chamada decisão. E é essa lição que faz a vida andar pra frente. Essa lição é a mão que vira a página e passa o livro adiante.

É esse aprendizado que vai transformar a sua vida num belo caminho a ser percorrido.

Insistir ou Desistir?! Tanto faz… O importante é decidir. E aprender com tudo o que a vida te oferecer após a decisão.


Leia também esse texto, você vai AMAR com certeza: Meu relacionamento é só uma ilusão?!

Eu também sou colunista de outros blogs, dá um pulinho lá para conferir: Que Me Transborde / Superela /  Recalculando a Rota.

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Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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Hugo Ribas

Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

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