Você gosta mesmo dele/dela, né?!

Você gosta mesmo dele/dela, né?!

Eu sei, você clicou no link simplesmente porque ao ler o título, a sua mente lhe traiu e trouxe à memória um rosto tão conhecido. E agora, após ler essa primeira frase, você abriu um sorriso bobo, desses que a gente não deve abrir, mas abre mesmo assim… E você está pensando ‘meu Deus, porque eu fui abrir esse link?’…. É… Traímos a nós mesmos com uma facilidade incrível.

Nenhum nome foi citado até agora. Mas aí dentro, em sua mente e coração, há um tom de voz tão familiar repetindo em alto e bom tom que sim, você gosta dele. E não é pouco! E mesmo fazendo o possível para afastar esse pensamento, ele não se vai. Ao contrário disso, parece que quanto mais se tenta fugir, mais próximos e tangíveis os momentos vividos se tornam.

Afinal, por que esse amor não se foi como todos os outros?

Todos os corpos que se entrelaçaram ao seu foram apenas momentos. Todas as bocas beijadas foram resultado de uma boa noite. Todas as mãos seguradas, hora ou outra, desprenderam-se e permitiram que você seguisse o seu caminho só. Mas este nome – este bendito nome – insistiu em se tornar a cicatriz mais profunda da sua pele. E mesmo tatuando outro nome em cima para disfarçar a marca, ela continua ali, latente, viva.

Apesar de você tentar dar muitos passos adiante, apesar de você continuar levando a vida da melhor maneira possível, como cantou Skank, “em cada esquina você vê aquele olhar”.

Nas madrugadas em claro, sem sono, você fica imaginando por onde anda o responsável pela sua insônia. E ao acordar, mesmo sem querer, você admite que o primeiro pensamento do dia foi alguém que já não está mais ali. E as redes sociais parecem ter vida própria. Elas sabem a hora exata de trazer um sinal vindo do além em forma de foto, vídeo, solicitação de amizade de uma pessoa que coincidentemente – pasme – tem o mesmo nome.

Então chega… Chega dessa vida! Vamos dar a volta por cima, viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo. Vamos esquecer e apagar as bads da playlist e focar no que importa. Chegou a hora de recomeçar! Não vamos mais ouvir Boyce Avenue, nem Jorge & Mateus. Muito menos ler “Como eu era antes de você” nem assistir “O diário de uma Paixão”. Vida que segue, não é mesmo?

Quem nos dera que fosse.




Quando a gente se recusa a ouvir que “pra falar do amor de verdade, eu vou começar pela melhor metade”, Henrique & Juliano surgem no Spotify cantando que “todo mundo tem aquela pessoa que tem passe livre“.

E se a gente decide assistir House na tentativa de fugir de todo e qualquer romance, o episódio já começa com um casal se beijando.

Mas ainda nos restam os livros, não? Então vamos ler um livro sobre filosofia para compreender o momento político do país, e Platão vem informar que o amor, a seu ver, é uma doença mental.

E mesmo sem querer a gente tropeça no tal do sentimento… E fica por algum tempo caído feito cãozinho abandonado na chuva que espera ansiosamente por resgate.

Não há como negar: quando o coração decide se entregar de bandeja a alguém não há diferença, distância, dificuldade nem feitiço ou oração que dê conta de reverter à situação. Pode-se até entrar em outra relação… Jurar amor eterno embaixo de um ipê amarelo, passar noites abraçados observando as estrelas e dividindo brilho de olhos… Mesmo cercado por uma profundidade de sentimentos, sempre vai faltar algo, ou melhor, alguém.

Se você veio ler esse texto e chegou até aqui, sem sombra de dúvida há um nome, sobrenome, sorriso, abraço… Não importa o quê; há um traço de uma determinada pessoa gritando dentro de você. E uma saudade que vez ou outra não cabe no peito… Saudade que escorre pelos olhos ou se desfaz em alguma maneira de ocupar a mente.

Talvez você pense que a separação seja a melhor opção…

Afinal, se essa pessoa quisesse, ela ainda estaria em sua vida. Deixe-me dizer uma coisa: nem sempre quem se vai tem a opção de permanecer. As pessoas entram em nossas vidas quando elas mesmas não esperam, e elas também ficam perdidas, confusas e com medo.

Então siga seu baile conforme der, mas não sacrifique seu sentimento pelo simples medo de “mais uma vez não ser nada daquilo”.

Tente. É difícil sim, e em alguns casos quase impossível. Mas posso garantir a você que não tentar será muito pior. Dê ao seu coração a oportunidade de mergulhar nas águas que ele quer. E caso infelizmente sejam águas rasas, caminhe sobre elas. Mas se forem profundas, mergulhe cada vez mais. Não perca toda a vida pensando no que poderia ter sido. Ao invés disso, tenha a certeza de que pelo seu coração você fez tudo o que podia (e talvez até um pouco mais).


Conte sua história, deixe sua opinião ou seu desabafo nos comentários abaixo, vou respondê-los com todo carinho <3

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Eu também sou colunista de outros blogs, dá um pulinho lá para conferir: Que Me Transborde / Superela /  Recalculando a Rota.

Raquel Gonçalves

Raquel Gonçalves, Ela é a menina que grita em silêncio, e desenha em palavras o uni-verso. A Deus tudo atribui e, dele, tudo recebe. Sempre flutuando em outros mundos, mas com os pés fixos neste aqui. Como canta Ana Carolina: “é que eu sou feita pro amor da cabeça aos pés, e não faço outra coisa se não me doar”.

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