Nosso tempo

Nosso tempo

Talvez nós dois realmente precisássemos de um tempo.

Talvez esse tempo fosse ótimo para esquecer as palavras mal ditas e os olhares não dados.

Eu que nunca acreditei em tempo de relacionamentos, acredito que a melhor coisa que fizemos foi dar um tempo… Um tempo para ver se o melhor para nós dois era, de fato, a distância.

Testar o nosso amor. Ver se ele era forte o suficiente para perdoar todas as brigas, discussões… Perdoar as vezes em que você chegou tarde, as vezes em que esqueci de te encontrar, as vezes em que nos desencontramos por teimosia ou talvez por orgulho.

Talvez o tempo nos fizesse perceber que nossa história não é apenas uma história. Ou talvez ele nos fizesse enxergar que o melhor seria virar a página de uma vez.

Talvez eu estivesse cansada demais para seguir com você.

Talvez tudo tenha se desgastado, talvez não fosse possível reconstruir.

Engraçado que eu lembro exatamente da primeira vez que te vi, seus olhos funcionaram como um imã que me enlaçava e me levava pra longe, fazendo-me viajar sem nem ao menos tirar os pés do chão.

Sem ao menos dizer uma única palavra, eu me apaixonei. E tive a certeza de que ninguém no mundo me faria mais feliz que você.




Lembro das noites de sábado em frente à tv, comendo batata frita, assistindo a um programa qualquer, apenas para ficar ali aninhada em teus braços.

Seu abraço era aconchego. É para onde eu corria toda vez que o mundo parecia estar contra mim.

Agora estou aqui, pensando se devemos seguir em frente juntos ou se devo desistir de tentar.

Seu jeito teimoso me irrita, sua maneira de ver o mundo, de encarar nosso relacionamento como uma coisa qualquer. Tenho meus defeitos também, sei disso, sei que você odeia quando deixo minhas coisas espalhadas pela casa, ou como minha bagunça toma conta rapidamente do guarda-roupa.

Sei que toda vez que bato o pé contigo, você revira os olhos e pensa:
“- Lá vem ela de novo, querendo discursar por 3 anos.”
Eu sei de tudo isso.
E sei que te amo, como jamais amei alguém.

Entendo que você já não tenha certeza disso. E entendo perfeitamente se quiser ir e me deixar. Não vou insistir, não vou teimar. Você tem o direito de ser feliz, e se eu não o faço mais feliz, pode ir sem olhar pra trás. Se eu insistisse em te ter aqui já não seria mais amor.

E você sabe o quanto eu quero o amor. Sei que as vezes ele meio que foge da gente, porque não estamos preparados para tê-lo.

Talvez daqui algum tempo a gente se encontre novamente, mais maduros e decididos.

Talvez eu te encontre por aí, numa rua qualquer, em frente a casa número 18. Talvez eu esbarre em você e então perceba que você finalmente voltou… Voltou para me mostrar que quando a gente ama, a gente até vai embora, mas tem hora marcada pra voltar e fazer morada no abraço, no cheiro e no coração.

Pois de alguma forma, eu sempre soube que, você sempre foi um pouquinho meu. E eu, eu sempre fui totalmente sua.


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Eu também sou colunista de outros blogs, dá um pulinho lá para conferir: Que Me Transborde / Superela /  Recalculando a Rota.

Bia Civa

Danúbia Civa, 21 anos, mora em Mato Castelhano/RS. Gosta dos romances mais doces e dos livros mais clichês. Apaixonada por sentir ao extremo, de preferência o amor. Gosta de sonhar, das coisas mais simples e dos perfumes mais marcantes. Uma garota clichê que adora viver, ler e escrever romances.

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