Será que você tem medo de ser você mesmo?!

Será que você tem medo de ser você mesmo?!

Às vezes eu acho que sim… Eu tenho medo. Não sei de onde ele vem, e nunca entendi muito bem os motivos pelos quais eu fui me escondendo dentro de mim. Creio que isso seja um pouco normal, afinal de contas todos nós temos os nossos segredos… As faces que evitamos mostrar.

Lá fora existe um mundo cheio de exigências e padrões. Repressões, julgamentos exacerbados, guerras entre o certo e o errado, batalhas entre verdades e mentiras. Ninguém é tão autêntico assim, concorda?!

‘Ser’ humano não é nada fácil. Pra início de conversa, ninguém explica o porquê de estarmos aqui… Simplesmente nascemos, chegamos e vamos vivendo, seguindo um monte de padrões, tomando como verdade um bando de costumes, filosofias e culturas, assimilando as mais variadas formas de explicar a vida. É tanta gente acreditando em tanta coisa diferente, que de repente você não sabe mais se você é só mais uma cópia ou se você, de fato, é você mesmo.

E às vezes a gente vai se distanciando de si mesmo… Às vezes o medo é tanto, que a gente se perde pelo caminho, sabia?! Eu, por exemplo, tenho uma saudade inexplicável… Sinto falta de mim.

Eu gostaria de escrever tudo o que vem do fundo da minha essência, traçar as palavras exatas que a minha alma pede… Mas não consigo escutá-la perfeitamente. Às vezes ela chora e tenta me dizer coisas que não posso ouvir. Dores inexplicáveis. Solidões que não se curam. Entendimentos inalcançáveis. O superficial não me encanta… Eu preciso mergulhar fundo nessa coisa que chamamos de “vida”. Eu preciso esgotar todas as possibilidades. Buscar a verdade, custe o que custar.

Sou assim mesmo… Profundidade, intensidade, dor, amor grande, textão, frases do tamanho do mundo. Inteiro e incompleto ao mesmo tempo. Incompreendido.




Tudo o que sei sobre mim é que quando me dei conta, eu já estava aqui, trilhando este caminho tão estranho, meio solitário, às vezes amargo, às vezes doce. Talvez eu tenha essa mania de olhar para trás, não só por sentir falta de tudo o que se dissipou no além do passado, mas também para tentar resgatar esse pedaço que se perdeu…

Bobagem. O tempo marcha para a frente, não adianta lutar contra, nem sentir falta. No fundo, no fundo, não somos tão donos assim das nossas escolhas… São elas que nos conduzem. Quando se trata de vida, o grande desafio não está na compreensão perfeita de tudo, mas no “deixar-se fluir” apesar de tudo.

Talvez você seja assim também: Alguém assustado com tudo o que a vida acabou fazendo contigo. Alguém que ficou com medo de si mesmo e decidiu se esconder.

Eu ainda estou aqui dentro do meu casulo. Encolhido. Assustado com a liberdade que me espera no mundo lá fora. Estou pronto para quebrar todas essas camadas que me separam da vida, mas alguma coisa em mim é frágil demais para romper o invólucro. Talvez eu tenha me acostumado demais a essa condição meio solitária e escondida dentro de si mesma. Talvez eu tenha me adaptado a esse “metamorfosear” infinito… Sempre na esperança de um dia voar, sem nunca tentar.

Certas coisas na vida não tem muita explicação e nem fazem tanto sentido assim. Ou melhor, fazem sentido sim, mas nossa capacidade de entendimento não alcança esse fundamento maior. Somos o que somos.

Talvez eu seja isso, uma lagarta que acabou se apegando ao seu próprio casulo… Sempre sonhando com a mudança, com o mundo novo que existe lá fora… Sempre idealizando o encontro com sua própria essência.

Será que todas as lagartas se tornam borboletas?! Ou algumas acabam morrendo sufocadas pela sua própria metamorfose?!


Deixe sua opinião, conte sua história ou seu desabafo nos comentários abaixo, vou respondê-los com todo carinho, afinal de contas todos nós temos as nossas doçuras e amarguras emocionais <3

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Enfim, eu também sou colunista de outros blogs, dá um pulinho lá para conferir: Que Me Transborde / Superela /  Recalculando a Rota.

Hugo Ribas

Hugo Ribas é pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Criador deste blog e colunista do blog Que Me Transborde, adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e pensamentos se fundem num texto só. Nasceu em Jundiaí - SP e mudou-se para São Paulo - SP aos 16 anos, onde se formou em Design Gráfico e cursou teatro pelo Teatro Escola Macunaima. Apresentou peças de Gianfrancesco Guarnieri e Friedrich Dürrenmatt.

5 comentários em “Será que você tem medo de ser você mesmo?!

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  • 23 de setembro de 2018 em 11:47
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    Piscianos nasceram para escrever e expôr pensamentos. Não é a toa, sentem-se bem ao compartilhar pensamentos mesmo que num rascunho ou diário. Vc sente que ninguém mais enxerga o mundo da mesma forma que vc, e que seria impossível uma forma mais coerente e correta de enxergá-lo que a sua. Vc aceita que o mundo é como é, errado e cheio de tudo como não deveria ser, mas não consegue adequar-se a isto e isso é o grande dilema da sua vida: Adequar-se ao mundo para viver conforme ele funciona e ser mais “normal”, mais como as outras pessoas, mas terminará sempre concluindo que não consegue e que não vale a pena, e mesmo que talvez nunca encontre alguém que vc se identifique realmente por completo, ainda sim valerá a pena ser essa pessoa diferente e que enxerga o mundo de maneira única e correta. Em sua mente, apesar de o mundo não ser o que deveria ser, vc se satisfaz sendo aquilo que vc gostaria de ver dele. Estou correto? abs

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