Ele perdeu oportunidades

Ele perdeu oportunidades. Muitas. Perdeu a chance de dar aquele beijo quando os olhos se encontraram, afinal, será que foi um acaso? Perdeu a chance de amar quando estavam dispostos, pois pensou “e se der errado?”. Ele perdeu todas as boas oportunidades de ter uma vida diferente e continuou perdendo.

Continuou olhando a vida passar enquanto ficava deitado na cama ouvindo Walk the Moon, sua companhia para dias frios onde nada parecia funcionar.

É uma sensação que parece que nunca vai passar. Uma dor dentro do estômago que incomoda e nada que façamos alivia. É um sentimento de que não somos suficientes. E aquilo fica na cabeça e gira e gira e gira e te leva para uma montanha-russa sem fim, de onde você só quer sair, mas não consegue.

E é nessa montanha-russa que ficamos por muito e muito tempo, até perceber que nós mesmos nos colocamos lá, mas não sabemos como fazer parar.

A gente olha para os lados e vê que tem gente ali sentado, mas que eles não podem fazer muito por nós, afinal, também estão enfrentando suas próprias inseguranças. E, no fim, você percebe – nós percebemos – que tá todo mundo, um pouquinho, quebrado.

Ele nunca se sentiu suficiente, é verdade. Nunca lhe disseram isso também, apesar de já terem demonstrado. Não, ele não era tudo aquilo. Que garota iria olhar para ele? Os olhos eram bonitos, mas eram tão comuns. Sempre disseram isso. Cada dia mais diminuído – na maioria dos dias por ele mesmo. Como se sentir seguro para viver uma vida diferente quando você não vê isso dentro de si mesmo?

E a gente segue perdendo a chance de viver aquele amor. De dar aquele beijo. De dançar aquela música. De viver aquela vida. E a gente segue sem a chance de saber o que teria acontecido caso tivéssemos feito diferente, pois no fim era tudo que a gente tinha: uma única oportunidade e a gente perdeu. E perdeu por qual motivo? Qual a razão para você não ser feliz agora? É sempre a mesma, é sempre igual e a gente segue tentando achar uma alternativa.




É medo que chamamos. É insegurança. É essa sensação incapacitante de que não há nada que possamos fazer que vá nos tornar seres humanos diferentes. E a gente passa o resto da vida esperando e esperando… Acabamos por perceber que somente nós temos as ferramentas para mudar, porém não usamos nenhuma delas. A culpa é de quem? Nem isso nós temos: a quem culpar.

No fim do dia, depois de tudo que vivemos, nossa cama parece refúgio. Nossa casa é porto seguro, pois passamos um dia inteiro tentando tomar decisões e não desperdiçar oportunidades, mas percebemos que não conseguimos. A TV nos diz que não devemos deixar nos abalar, que cada um tem seu tempo e que a vida não passa tão rápido para todos, mas, no fim, nós nos encaixamos nessa máxima?

Eu perdi oportunidades. Você também deve ter perdido. Por medo. Por insegurança. Por perder. No fim a gente só quer que tudo funcione e que, mesmo com todo o medo e toda a insegurança, as coisas se resolvam… Que tenhamos nossos finais felizes e nossas oportunidades de volta. Não é simples, é verdade. Mas sempre esperamos o melhor.

Só se vive uma vez e a insegurança tem incapacitado nossas chances de viver esse pouco tempo de formas melhores. Tá todo mundo meio quebrado, meio danificado, mas no fim, tá todo mundo meio que unido. Mesmo que essa união seja na certeza de que dias melhores vão vir – eles precisam vir.

Tudo que a gente quer é ser livre. Tudo que a gente gostaria é de tomar as decisões e viver nossas vidas sem medo, mas não é assim tão fácil. Não é assim quando temos, dentro de nós, um freio, um limitador, que decide que não somos suficientes e que qualquer decisão nossa tem tudo para ser errada.

E nada do que falem e nada do que façam e não importa nossa crença, nem o que pensemos, vamos ficar inseguros e sem confiança alguma para agir. E permanecemos assim, e vivemos assim e não entendemos os motivos de continuar assim.

Até quando vamos nos manter assim?


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Então se você gostou desse texto do Andrei Santos, deixe seu comentário <3 Enfim, tenho certeza que você vai AMAR esse texto também: Eu me declaro culpada.

Eu também sou colunista de outros blogs, dá um pulinho lá para conferir textos ainda mais lindos: Que Me Transborde / Superela /  Recalculando a Rota.

Andrei Santos

Jornalista gaúcho de 26 anos, apaixonado por contar histórias e por tê-las sendo ouvidas por alguém. Um dos últimos românticos que já parou de acreditar algumas vezes, mas que sempre acaba por voltar e perceber que, mesmo que a gente queira, não tem muito o que fazer quando se nasceu para ser feito de amor.

2 comentários em “Ele perdeu oportunidades

  • 28 de maio de 2018 em 20:00
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    Mto lindo algo sem explicação as vezes são palavras tão forte é verdadeira que chegar doer até a alma no momento do cm meu coração machucado cheio de dúvidas é dores ja nem sei o que é certo ou errado

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  • Pingback:Seja grato! Sinta gratidão!

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