E se, no fim, realmente deu certo?

E se, no fim, realmente deu certo?

Dias atrás estava conversando com um amigo sobre meu antigo relacionamento. Dizia que não tinha entendido o que havia dado errado e queria saber qual o motivo para não ter funcionado. Foram quase dois anos de namoro, com muito carinho e compreensão, brigas sim, mas muita coisa boa aconteceu durante esses 20 meses que passamos juntos. Meu amigo me olhou e, então, disse a frase que me marcaria por um longo tempo: “Quem disse que deu errado?”. Eu fiquei sem reação, pois fui pego de surpresa. Não esperava uma visão tão clara do que é viver, uma visão tão esclarecida de relacionamentos interpessoais.

Sempre fui essa pessoa meio “Disney”. Sempre em busca de romances Nicholas Sparks, onde eu termino meus dias com a mesma pessoa que conheci décadas antes, sentado numa cadeira de balanço, na varanda de uma grande casa de campo. O clichê das histórias românticas “que deram certo”. Aquele famoso final feliz. Engraçado como, no fim, acabamos percebendo que finais não são assim tão felizes, há mais depois deles e não temos certeza do que vem depois.

Podemos assumir então que ficar juntos “para sempre” não necessariamente é a coisa certa a ser feita? Deu certo só porque a tela do cinema deu “fade out” durante o beijo?

Estamos tão acostumados a ver términos como fracassos e achar que relacionamentos só dão certo quando duram a vida toda. É óbvio que essa visão tem muitos equívocos. Não precisamos procurar muito para lembrar de casais que viveram uma vida inteira juntos e não se suportavam. Não iam embora por diversos motivos, mas não tinham nenhum tipo de sentimento um pelo outro. Nada que os fizesse querer ficar de verdade. O mundo está cheio de relacionamentos assim, de pessoas esperando para viver algo de verdade e ter motivos para ficar. Ninguém deveria ficar por achar que é o certo para os outros, deveria ficar por ser o certo para si.

O contrário também acontece. Pessoas que parecem ser destinadas a ficar juntas, tão perfeitas uma para a outra e que de repente se separam… Fica o questionamento: Por qual motivo terminaram?! Por qual motivo “não deu certo”?! Não existe uma lógica ou um padrão.




Quando se trata de vida, de relacionamentos, de seres humanos, não existem fórmulas a serem seguidas ou linhas retas ou peças se encaixando perfeitamente umas nas outras. O que faz algo dar certo ou não está mais na nossa percepção de certo e errado. Não está numa simples atitude ou em alguma coisa que durou uma vida toda. Dar certo é mais uma questão de visão do que de ação.

Quando se busca lógica em algo tão abstrato como a vida, a gente se frustra facilmente. Dar certo ou dar errado vai muito além das coisas que temos ou mantemos em nossas vidas. Certo e errado é percepção, é cultura, é crença. O que é certo para mim pode não ser certo para outra pessoa. Meu namoro de quase dois anos com a pessoa que tinha todas as características que eu queria em alguém não deu errado, ele só durou o tempo que precisava durar.

As coisas permanecem pelo tempo que elas devem permanecer… E é nosso dever aproveitar cada segundo.

No fim das contas é amor até deixar de ser, felicidade até que acabe, tristeza até que mude. Finais feliz são apenas pontos onde a história deu um fade out. Eles não definem que algo deu certo. E se você estiver achando esse texto todo um tanto melancólico e cético, vou te dar um conselho: Viva, aproveite e curta cada momento. No fim, o que realmente importa, é que você saiba que deu certo, que você sinta isso dentro de si mesmo. O que os outros falam e a forma como veem as coisas não é problema seu.

Não se martirize. Não fique procurando a pessoa certa, o relacionamento correto, a vida e a carreira perfeita. No fim das contas a sua percepção daquilo que está vivendo é que vai prevalecer. Quem vai dizer que a sua vida deu errado? Quem pode dizer isso? Quem tem esse direito? Ninguém. Pelo menos ninguém deveria ter.

A única pessoa que decide como sua vida está é você, afinal, no fim, é somente você que vai arcar com as consequências de todas suas decisões, acredite.


Deixe sua opinião, conte sua história ou seu desabafo nos comentários abaixo, vou respondê-los com todo carinho, afinal de contas todos nós temos nossas dores e doçuras emocionais <3

Então se você gostou desse texto do Andrei Santos, deixe seu comentário <3 Enfim, tenho certeza que você vai AMAR esse texto também: É hora de mudar de vida.

Eu também sou colunista de outros blogs, dá um pulinho lá para conferir textos ainda mais lindos: Que Me Transborde / Superela /  Recalculando a Rota.

Andrei Santos

Jornalista gaúcho de 26 anos, apaixonado por contar histórias e por tê-las sendo ouvidas por alguém. Um dos últimos românticos que já parou de acreditar algumas vezes, mas que sempre acaba por voltar e perceber que, mesmo que a gente queira, não tem muito o que fazer quando se nasceu para ser feito de amor.

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