Eu jurei te esquecer e falhei

Eu jurei te esquecer e falhei

É estranho como eu ainda te quero. Como eu ainda desejo você pertinho de mim, coladinho aqui no meu peito.
Sinto falta da forma como você me enlaçava e me prendia aí nesse seu abraço. Eu ainda quero me perder em você. Eu tentava não pensar em nada quando estava contigo, eu era cheia de você.

Lembra daquele dia em que a gente foi passear e você pegou na minha mão no meio da rua? Eu te olhei de canto e estranhei a demonstração de carinho. Você sorriu, pois sabia que aquilo tinha me feito feliz.

Você sabia exatamente o que fazer para fazer meu coração saltitar assim feliz.

Nossas mãos suavam, por timidez ou por medo de soltar e não conseguir mais pegar.

Quando passávamos pelas pessoas e elas olhavam, aposto que sentiam a nossa energia. Realmente parecíamos um casal. Foi maravilhoso ter o meu mundo entrelaçado à minha mão. Eu sorria feito boba e cheguei a pensar que daríamos certo. Senti teu hálito fresco no meu pescoço, desejei não te soltar nunca mais.

Lembra daquela noite em que uma música tocava baixinho no celular, você pegou minha mão e me tirou para dançar ali na sala mesmo? Ali cogitei estar no melhor lugar do mundo. Ali eu quis que o mundo parasse só por alguns minutinhos.

Me aconcheguei em você e senti seu perfume. Mesmo sem querer, eu já sabia que estava me apaixonando por você. Quando dormimos juntos naquela noite, eu acordei de madrugada e te observei dormir, enrolei meu dedo em um dos seus cachos, passei a mão no seu rosto… Tudo parecia tão surreal, você ali comigo.

Você se mexeu e procurou minha mão, segurou forte e levou ao seu peito. De manhã quando acordei, era você que me observava, seus olhos brilhavam e por um momento achei que você também estava apaixonado por mim. O medo de estar descabelada sumiu assim que você me abraçou.

Você esconde bem seus sentimentos, é difícil te decifrar.




Ficamos abraçados e jogando conversa fora, você sorria e me fazia sorrir também. Você adorava o som do meu riso.
Dizia que eu tinha um jeito único de sorrir e contar as coisas. Ali olhando para você, eu senti vontade de falar tudo o que sentia. Senti vontade de dizer o quanto eu queria estar contigo, o quanto eu tinha certeza de que podíamos dar certo apesar das nossas diferenças, o quanto nos encaixávamos direitinho.

Então eu tive medo, deixei para lá. Escondi meus sentimentos, escondi todo o amor que crescia dentro de mim. Mesmo assim todo mundo já sabia o que eu sentia, menos você.

Senti-me boba por ter me apegado assim tão facilmente, tão rapidamente.

Mas com você o mundo girava devagar, eu sentia que com você eu podia ser o que eu quisesse, inclusive eu mesma. Talvez eu desconfiasse, mas não admiti para mim mesma que você não era recíproco. E eu realmente não acho justificativas para explicar. Eu não sei dizer o porquê… Nem você soube me dizer.

Enfim, quando finalmente tive a coragem e despejei tudo em você, recebi um emoji e algumas palavras como sinal de desculpa. Recebi coisas como “não me sinto preparado para um relacionamento”, “não é você, sou eu”.

E realmente não era eu, nunca fui eu. Sempre foi você. O motivo dos meus sorrisos mais espontâneos e agora das lágrimas mais pesadas. Você me transbordava e, de repente, a cada palavra, me esvaziava um pouco mais. Você que me completava, passou a me bagunçar e a me desprezar… Eu e meu amor. Apenas meu amor, eu e uma série de perguntas.

Talvez fôssemos imaturos demais. Depois de algum tempo eu me refiz, me montei de novo, me preenchi. Fiz também promessas e, principalmente, jurei te esquecer. Falhei. De tantas incertezas que você me deu, uma única certeza que tenho é a de que eu te amei da forma mais sincera do mundo. Isso você não pode negar.

Eu dei a você um pouquinho de mim, mas sem pedir nada em troca. Eu me apaixonei por cada detalhe seu, inclusive suas manias bobas. Eu que sempre acreditei em “para sempre”, mais uma vez repito, talvez um dia você volte aqui e a gente se acerte. E nesse dia eu só vou aceitar você se, junto com você, em qualquer cantinho ou no seu bolso, tenha um pouquinho de amor.

Apenas se você estiver disposto a amar. Então você vai entender porque eu escrevo tanto sobre você.


Deixe sua opinião, conte sua história ou seu desabafo nos comentários abaixo, vou respondê-los com todo carinho, afinal de contas todos nós temos as nossas doçuras e amarguras dentro do coração <3

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Saiba um pouco mais a respeito da Bia Civa clicando aqui.

Enfim, eu também sou colunista de outros blogs! Então, dá um pulinho lá para conferir: Que Me Transborde / Superela /  Recalculando a Rota.

Bia Civa

Danúbia Civa, 21 anos, mora em Mato Castelhano/RS. Gosta dos romances mais doces e dos livros mais clichês. Apaixonada por sentir ao extremo, de preferência o amor. Gosta de sonhar, das coisas mais simples e dos perfumes mais marcantes. Uma garota clichê que adora viver, ler e escrever romances.

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